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29-Out-2009
Jornal I chega aos 16 mil exemplares de circulação paga
Tendo em conta os dados da APCT, hoje divulgados, o jornal diário I obteve em Maio, mês de lançamento, uma média de 10.884 exemplares de circulação paga. O título do Grupo Lena desceu porém no mês seguinte para os 8.202 exemplares, passando a 12.362 em Julho e 16.340 exemplares em Agosto. Esta subida deve-se, em grande parte, ao aumento das vendas em bloco. Desta forma, o jornal I vendeu em banca, durante o mês de Agosto, uma média de 9.335 exemplares. Contactado pelo Briefing, Martim Avillez Figueiredo, director do I, mostrou-se “satisfeito com os resultados, tendo em conta o facto de o título ainda ter uma vida tão curta”.

No total, os diários generalistas venderam uma média de 328.502 exemplares por dia nos primeiros oito meses do ano, ou seja, menos cerca de 20 mil números do que no período analisado em 2008.

Entre as descidas, a maior em termos relativos foi apresentada pelo 24 Horas, do grupo Controlinveste, cuja circulação paga caiu 22,5 por cento, o que quer dizer que o diário vendeu menos 8.600 exemplares por edição.

A segunda maior queda aconteceu no Diário de Notícias, que perdeu 17 por cento das vendas, ou seja, cerca de 7.700 números por dia.

Com esta queda, o DN passou a vender menos do que o seu rival Público que, no ano passado, registava uma média de vendas de 41.300 exemplares e este ano desceu para os 38.593 (menos 6,6 por cento).

Também entre os títulos que perderam compradores encontra-se o Jornal de Notícias que, ao perder 13.700 exemplares por dia, transformou o Correio da Manhã no único diário que vende mais de 100 mil jornais por edição.

Nos oito primeiros meses do ano, a circulação média paga do JN caiu 12,7 por cento, passando para os 94.234 exemplares.

O Correio da Manhã manteve a liderança entre os diários mais vendidos no país, com vendas de 117.914 exemplares por edição.

Este valor representa um aumento de 0,8 por cento em relação às vendas médias registadas entre Janeiro e Agosto do ano passado.

Também os diários desportivos analisados pela APCT (A Bola não apresenta valores) registaram quedas nas vendas, com o Record a cair 4,2 por cento, para os 71.119 exemplares por dia e O Jogo a perder 10,4 por cento e a passar para uma média de 30.153 exemplares.

Sábado foi o único semanário generalista a aumentar vendas  

A revista Sábado foi o única publicação semanal generalista a aumentar as vendas nos primeiros oito meses deste ano face ao mesmo período de 2008, segundo divulgou hoje a Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação.

De acordo com o relatório da APCT, a Sábado registou, entre Janeiro e Agosto de 2009, uma circulação média paga (vendas em banca e por assinatura) de 78.515 exemplares por edição, mais 6,5 por cento (o correspondente a 4.826 exemplares) do que no período homólogo.

A concorrente directa da Sábado, a revista Visão, diminuiu as vendas em 1,7 por cento nos oito primeiros meses de 2009 face ao ano anterior, passando de uma circulação média paga de 104.599 exemplares para 102.796, o que representa uma quebra nas vendas de 1.803 exemplares.

A revista Focus registou uma quebra mais acentuada, tendo descido 14,2 por cento (menos 1.632), passando para os 9.849 exemplares.

Também os dois semanários generalistas Expresso e Sol registaram quebras nas vendas, com o título da Impresa a perder 7,4 por cento registando uma circulação média paga de 111.861 e o concorrente Sol a cair 4,1 por cento, para 42.850 exemplares.

No total, as publicações generalistas semanais apresentam uma quebra de 2,6 por cento, tendo em conjunto vendido menos 9.428 exemplares por edição.

Títulos económicos conquistam compradores

Quase todas as publicações de cariz económico registaram um crescimento nas vendas até Agosto de 2009, face a 2008, com apenas duas a sofrerem uma quebra, segundo o organismo que controla as tiragens e circulação da imprensa.

Segundo o relatório anual da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação (APCT), hoje divulgado, a revista Executive Digest foi o título económico que mais cresceu.

Entre Janeiro e Agosto deste ano, a Executive Digest vendeu mais 25,8 por cento do que no mesmo período do ano anterior, com uma circulação média paga (vendas em banca e por assinatura) de 8.846 exemplares por edição.

Também a revista Exame aumentou o número de vendas em 22,9 por cento, tendo sido simultaneamente a publicação com maior crescimento em valores absolutos, já que em 2008 teve uma circulação paga de 21.629 exemplares contra 26.594 deste ano.

Entre as revistas, a Carteira foi a única a sofrer este ano uma quebra, de 11,7 por cento, face ao período homólogo, o que representou uma circulação paga de 8.786 exemplares, menos 1.168 do que em 2008.

Já os jornais cresceram quase todos, à excepção do Vida Económica, que caiu 6,2 por cento, tendo registado uma circulação paga em 2009 de 11.271 exemplares.

O que mais cresceu foi o Jornal de Negócios (da Cofina), que observou uma variação positiva de 18,4 por cento, ou seja uma circulação paga de 9.564 exemplares.

O segundo jornal com maior subida de vendas foi o Diário Económico, que teve um aumento relativo de 14,4 por cento e um crescimento absoluto de 1.881 exemplares, para um total de 14.900 em circulação paga.

O Weekend Económico aumentou 7,7 por cento e o Oje (vendido por assinaturas) 6,8 por cento em 2009, o que se traduz, em temos de circulação média paga, num aumento de vendas de 752 e 1.588 exemplares, respectivamente.

Assim, em 2009, o Weekend Económico vendeu 10.408 exemplares e o Oje 24.935.

Fonte: Briefing com Lusa
 
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