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Lisboa, 24 Nov (Lusa) - O duplo CD “3 pistas”, um projecto do radialista Henrique Amaro, cuja ideia é demonstrar que três microfones são suficientes para gravar uma canção, é apresentado ao vivo quarta-feira na Aula Magna da Universidade de Lisboa.
Cada artista ou banda convidados, são desafiados pelo radialista a gravar três originais e uma versão, numa sessão radiofónica.
Este é o segundo volume do projecto iniciado em 2005, que surgiu num programa de rádio da Antena 3.
"Não tinha de ser uma versão acústica. A escolha dos instrumentos foi
livre mas a mesa de emissão só tinha três vias activas, sabendo que uma
é para a voz", explicou Henrique Amaro à agência Lusa.
Os Heróis do Mar e Bruce Springsteen são os únicos a bisar
"presença" nas versões que incluem ainda, entre outras, "Esta balada
que te dou" de Armando Gama, pel'Os Pontos Negros.
"A ideia é entregar o programa a cada um deles, é a sessão deles, e
dentro do espírito eles surpreenderem-me também", disse o realizador do
programa radiofónico "Portugália".
"A escolha das bandas é minha mas outras são por repto das próprias
bandas que ouvem-se entre si, ouvem o programa e sugerem. Quanto aos
temas, é da plena responsabilidade de cada um dos artistas", explicou.
Este segundo volume é um duplo álbum que integra 20 artistas, entre
eles os Clã, Margarida Pinto dos Coldfinger ou o estreante At Freddy's
House.
Participam ainda no duplo CD, com um total de 40 canções, DRö,
Sérgio Godinho, Tiago Guillul, Mundo Cão, The Vicious Five, Nuno Prata,
e os Linda Martini.
"No palco da Aula Magna, quarta-feira, irão estar sete artistas por
ocasião da festa do 15º aniversário da Antena 3", disse Henrique Amaro.
São eles Margarida Pinto, Sean Riley & The Slowriders, Noiserv,
Os Pontos Negros, At Freddy's House, Peixe:Avião e Paulo Praça.
Do primeiro CD, editado há quatro anos, faziam parte os Dead Combo,
1 Uik Project, Melo D e Good Vibes, Quinteto Tati, Blind Zero e Mesa.
Henrique Amaro afirmou que o resultado final "é um disco
despidamente divertido, com um escuta simplificada, com o desequilíbrio
que há entre cada banda até para quebrar a monotonia", que dedica ao
radialista António Sérgio, falecido no dia 01 deste mês.
"Foi uma inevitabilidade, pois quando estava a terminar o mini-texto
que inseri na contra-capa dos disco soube da morte do António Sérgio,
com quem aprendi muito, e que valorizou tanto a música. Grande
pedagogo, se ele estivesse vivo não o iria dedicar, apesar de ele estar
presente em todos os discos", disse.
Henrique Amaro adiantou à Lusa que "poderá acontecer um terceiro
volume, mas não tão cedo, pois há que semear primeiro, e ouvir material
e peneirá-lo".
NL.
Lusa/Fim
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