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The Economist: Recessão impulsiona indústria das RP PDF Imprimir e-mail
20-Jan-2010
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De acordo com vários analistas, a recessão aumentou a procura dos serviços de Relações Públicas, levando a que este sector registasse crescimento nos dois últimos anos, enquanto outros sectores continuam a registar quebras.

De acordo com dados publicados no The Economist, da Veronis Suhler Stevenson (VSS) – empresa norte-americana especializada na indústria da comunicação e dos media -,  o investimento em Relações Públicas na América cresceu mais de 4% em 2008 e cerca de 3% em 2009, atingindo os 3,7 mil milhões de dólares, mais de 2,5 mil milhões de euros. Enquanto isso, no sector da publicidade, por exemplo, foi registada uma quebra de 3% em 2008 e de 8% no ano passado.

Segundo o mesmo artigo, o crescimento do sector das RP é ainda maior se forem tidos em conta investimentos em áreas como o marketing “word-of-mouth”, ou as relações com bloggers e nas redes sociais – áreas muitas vezes trabalhadas pelas empresas de RP. De acordo com o mesmo estudo, o investimento neste tipo de serviços aumentou mais de 10% em 2009.

Ainda assim, o crescimento do sector das RP não foi generalizado. Apesar de o sector ter registado crescimento nos últimos dois anos, de acordo com um outro estudo da StevensGouldPincus – empresa de consultoria na área da comunicação –, cerca de 64% das empresas de RP contactadas terminaram 2009 em quebra, enquanto apenas 23% viram as suas receitas aumentar. Facto que talvez reflicta uma maior aposta no sector das RP, mas apenas nas maiores e mais consolidadas empresas da área, sublinha o artigo do The Economist.

A ajudar no aumento da procura de serviços de RP terão estado factores como o custo desses mesmos serviços, que é normalmente mais reduzido do que aquele implicado numa grande campanha publicitária, bem como o impacto dos serviços de RP, que é mais facilmente mensurável, explica o artigo.

Além disso, o crescimento da Internet e dos “social media” veio também impulsionar o sector das RP, já que actualmente várias empresas, dos mais variados sectores, marcam presença na internet e mantêm contas em plataformas sociais (como o Facebook, ou Twitter). Um gestão de relações online que muitas vezes é assegurada por profissionais de RP, que monitorizam os que dizem os consumidores sobre os seus clientes e respondem directamente a qualquer comentário negativo.

AB

Fonte: The Economist
 

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