“É fundamental pormos a nossa energia no ‘fazer acontecer’”

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“É fundamental pormos a nossa energia no ‘fazer acontecer’”
Miguel Pinto Gonçalves é a mais recente contratação da agência de publicidade e design Pony Tale. Em conversa ao Briefing, o responsável conta as expetativas para esta nova fase e faz o balanço dos 11 anos passados na TBWA, da qual transita.

Ingressando na Pony Tale a convite de João Batista, responsável da agência,  Miguel Pinto Gonçalves assumiu o cargo de cliente servisse direct, funções que já desempenhava, desde o ano passado, na TBWA.

Briefing | Como chegou até à Pony Tale?

Miguel Pinto Gonçalves | A oportunidade de vir para a Pony Tale surgiu de uma forma muito espontânea e inesperada. Sou amigo do João Batista, responsável pela Pony Tale, há muitos anos. Não nos falávamos há algum tempo e numa conversa pessoal acabámos inevitavelmente por falar de trabalho. Juntaram-se vontades, afinaram-se agulhas e no espaço de uma semana tomámos a decisão de trabalhar em conjunto.


Briefing | Que novidades pretende levar para a Pony Tale enquanto client service director da agência?

MPG | A estrutura da Pony Tale está criada e bem cimentada. Fazemos parte de um coletivo de empresas, o Billy The Group, que partilham um mesmo princípio: o fazer acontecer. E este princípio sente-se na primeira vez que pomos os pés na porta do Billy.
É fundamental pormos a nossa energia no "fazer acontecer". E a Pony Tale é uma agência prática, simples e descomplicada. Já não se pode esperar por um briefing. Temos de nos envolver no negócio dos clientes, perceber as suas dificuldades e apresentar soluções que as resolvam – soluções essas que podem passar pela criação ou recriação de um serviço ou produto. Porque não? Temos de ir mais à frente e tentar encontrar outros espaços de manobra dentro do negócio do cliente.


Briefing | Quais as expectativas que tem para este cargo nesta agência?

MPG | As expectativas são grandes. O mercado está caótico; a comunicação já não se rege pelas mesmas regras, o consumidor está mais exigente, os clientes querem mais, melhor e mais barato, e as agências estão a tentar ajustar-se a tudo isto da forma que podem.
As agências mais recentes como a Pony Tale, com uma estrutura mais pequena, mais leve, mais ágil, com custos de estrutura mais leves e, por consequência, mais alinhados com os budgets dos nossos clientes, têm naturalmente uma maior capacidade de responder a este novo paradigma. Mas só isto não chega. É preciso talento e energia.
E estes últimos são os pontos vitais da Pony Tale. Não ambiciono sermos o puro-sangue lusitano. Somos o Pónei. E chegamos onde os outros chegam.


Briefing | Depois de cerca de 11 anos de TBWA, que balanço faz do tempo lá passado?

MPG | Guardo as melhores recordações da TBWA. Foram 11 anos do melhor que há e onde aprendi quase tudo. Não é novidade que é uma das agências referência da criatividade em Portugal. E tenho a certeza que assim continuará enquanto o Leandro Alvarez lá estiver.


Briefing | O mercado da publicidade em Portugal encontra-se em queda. Que análise faz deste sector?

MPG | As épocas de crise são também épocas de grandes oportunidades. É um chavão, mas cheio de verdade. E as agências vão ter de ser mais criativas. Na sua gestão e no seu negócio. E isso passa por ir buscar outro tipo de clientes (os chamados grandes clientes, esses sim, são poucos para tantas agências), com outro tipo de soluções, outro tipo de meios; passa por repensar o próprio negócio dos nossos clientes e encontrar outras oportunidades; passa por redefinir e reinventar funções dentro das próprias agências; passa por conquistar outros mercados. A Pony Tale já exportou, no ano passado, a sua criatividade e está nos nossos planos o fazer de uma forma mais consistente. A Torke está presente na Turquia e mais recentemente em S. Paulo. A Couture abriu o ano passado o escritório de São Paulo. A Stunt Soccer está já também no Qatar a preparar o mundial de 2022.
Portugal tem uma massa criativa extraordinária. É uma das grandes qualidades que temos para vender. Com as ferramentas de comunicação que temos hoje ao nosso dispor, não faz sentido limitarmos o mercado das nossas agências ao território nacional. Temos de voltar a ser conquistadores, sairmos das nossas zonas de conforto e irmos bater a outras portas.

Fonte: Briefing