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Portugal é um showcase da Publicis One. Palavra de Anthony

quinta, 05 janeiro 2017 13:32   Anthony Gibson, CEO da Publicis One em Portugal

Portugal é um showcase da Publicis One. Palavra de Anthony"Our playground just got bigger". A expressão não é de Anthony Gibson mas é assim que sumariza a Publicis One, a marca umbrella do grupo que assenta na especialização com integração. E que promete oferecer os melhores serviços aos clientes. Para isso, foi buscar as melhores pessoas...

 Já há resultados: uma conta há muito ambicionada acaba de ser conquistada e Portugal é já um showcase do novo modelo.

Briefing | O que conduziu à decisão de agrupar as agências sob a marca Publicis One?

Anthony Gibson |O que corre é que, numa conversa com um cliente, o nosso grande chefe [Maurice Lévy, CEO do Publicis Groupe] se apercebeu de que as agências clássicas não estavam a aproveitar o investimento que o grupo estava a fazer na aquisição de agências digitais e que, por consequência, os clientes também não estavam a beneficiar desse investimento. Ora, hoje em dia, mais de 50% da receita do grupo é digital...
O anúncio da Publicis One foi feito em outubro ou novembro do ano passado e a nível mundial começou em fevereiro, março. É uma nova organização. Os 20 maiores países do Publicis Groupe estão divididos entre Publicis Media e Publicis Communications, sendo que em cada país há dois líderes. Os outros 50 países passaram a Publicis One, com apenas um responsável. Em Portugal, sou eu.

Briefing | As marcas e as agências que agora são Publicis One mantêm a autonomia?

AG | É muito importante essa pergunta. Que fique bem claro que as marcas não vão desaparecer. Eu estou muito entusiasmado com a Publicis One, mas realmente vivemos do nosso património que são as cinco marcas principais – Publicis, Leo Burnett, Arc Worldwide, Starcom e Zenith Optimedia (a Performics seria a sexta marca). E vai continuar assim. Não é uma fusão, não é para cortar custos. Somos já mais de 110 pessoas e não houve qualquer despedimento. E a ideia não é essa. Estamos até a contratar. O que se passa é que as marcas, as agências vão deixar de ser silos e vão passar a aproveitar as sinergias do grupo. É o que é mais fascinante para mim, que já geria as três agências criativas. Aproveitávamos pouco o backoffice, o research... Mas agora também temos as agências de meios a trabalhar em conjunto e para alguém que esteve no lado criativo durante tantos anos é uma surpresa muito boa ver como as ferramentas das agências de meios e do research podem estar ao serviço das ideias. Agora, todos os clientes podem aproveitar esta especialização de forma integrada.

Briefing | É o que definem como especialização na integração...

AG | Lembro-me que a primeira vez que me explicaram a Publicis One levei algum tempo a perceber bem o que era a especialização com integração. E quando tentei explicar à equipa disse: "Imaginem que tudo o que está neste edifício é vosso, que são os donos disto tudo e que chega um cliente. O que lhe vão oferecer? Só os serviços da Leo Burnett ou o melhor serviço possível?". Evidentemente que o cliente escolhe a agência, mas vai beneficiar de todo o edifício. Como funciona? O que temos é especialistas de cada uma das agências a ajudar o cliente, mas tendo um único interlocutor, um único diretor de conta. Se há um planeador estratégico muito bom na Starcom agora já pode participar com novos insights e ajudar a resolver um problema específico de um cliente Publicis, por exemplo. Estamos a ir a vários concursos com o conceito Publicis One e a ideia tem sido muito bem recebida. É um modelo muito mais forte do que pode parecer ao princípio: o cliente o que quer é big bang for the money. E todos os clientes adoraram a ideia, o que é muito interessante.

Briefing | Disse que os clientes receberam bem a ideia. Qual é o balanço destes primeiros meses?

AG | Apesar de só termos começado em julho, dentro da Publicis One somos o país que está mais avançado e com muito bons resultados. Somos um pouco um showcase. Noutros países, está a gerar alguma confusão. Aqui não. As pessoas são muito abertas a este novo modelo. Estamos a crescer. Financeiramente, estamos muito bem e estamos à beira de ganhar uma conta muito grande graças a esta integração. É uma marca, um ícone que nos interessa muito, uma empresa em que há anos tentávamos entrar e o que agora nos ajudou a ganhar esta conta foi justamente uma nova forma de pensar. Não sei se é uma lua de mel, mas está a andar bem...

Briefing | Financeiramente, estão muito bem. Isso quer dizer que o investimento publicitário está a recuperar?

AG | Houve uma crise, mas o mercado está, pouco a pouco, a retomar. Os nossos clientes estão a voltar a crescer. E temos agora esta oportunidade de sermos muito criativos com a ajuda dos estrategas. Aliás, temos uma zona onde estão os estrategas das agências criativas e os das agências de meios, de digital e de CRM e eles veem cada briefing que entra na agência

 

Briefing | Há mais oportunidades de negócio com este modelo?

AG | Diria que sim, que há mais oportunidades. Neste edifício temos 65 clientes, dos quais talvez só cinco utilizem mais de uma agência, porque nunca se fez cross-selling. Nalguns casos, a conta está alinhada e não se pode entrar, mas em muitos outros casos os clientes estariam bastante interessados em conhecer a oferta das outras empresas. Somos uma network grande e forte e há sempre novidades a chegar. Umas vezes através das agências de meios, outras através das digitais. Aliás, estamos a trazer agora para Portugal novas ferramentas do grupo para usarmos em benefício de todos os clientes. Why not?

Briefing | Qual é a ambição da Publicis One?

AG | A Publicis One está em países que podem não ser os maiores mas onde é onde se pode crescer mais. Os nossos objetivos são muito ambiciosos, diria que há mais ambição de crescimento da Publicis Onde do que noutros mercados do grupo.

Esta entrevista pode ser lida na íntegra na edição impressa da Briefing.

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Modificado em sexta, 06 janeiro 2017 09:25
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