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Cannes Lions: Portugal tem potencial criativo

segunda, 25 junho 2012 17:58

Cannes Lions: Portugal tem potencial criativo
Quatro leões de bronze, mais um nos Young Lions e outro de ouro nesta mesma categoria. Foi este o balanço da prestação portuguesa na 59ª edição do Festival de Criatividade Cannes Lions. Comparado com anos anteriores, em termos quantitativos os galardões foram menos mas houve mais trabalhos diferentes a serem premiados, o que demonstra que Portugal tem potencial criativo.

No ano em que o número de candidaturas de trabalhos portugueses ao festival aumentou – mais 10,4 por cento do que na última edição, segundo revela o Diário Económico -, o número de troféus, por seu turno, diminui. Mas Vasco Perestrelo, CEO da MOP – representante em Portugal do festival de Cannes Lions -, prefere fazer uma análise mais positiva da prestação portuguesa no evento: “Existem várias formas de avaliar e comparar a performance de Portugal deste ano com edições anteriores. Em valor absoluto: inscrevemos mais trabalhos do que no ano passado, o que em tempo de crise mostra que a nossa indústria se mantém pujante. Em termos de números de leões foram menos que edições anteriores. Outro dado importante é ver o número de trabalhos premiados; ou seja, houve anos em que tivemos o mesmo trabalho premiado em várias categorias e muito concentrados em uma ou duas agências. Este ano tivemos diferentes trabalhos premiados e duas agências que se estrearam a receber Leões”, refere ao Briefing.

Para além disso, o CEO salienta ainda a prestação dos jovens portugueses na competição Young Lions: um ouro, na categoria de Young marketers, e um bronze, em media.

O Escritório, uma agência portuguesa ainda recente, e a Torke Lisboa conseguiram trazer para casa um leão cada uma, em design e public relations, respetivamente. Ainda que relativamente pequenas e independentes, as agências mostraram que, apesar das suas dimensões, estão a altura de grandes multinacionais, o que, no entender de Vasco Perestrelo, ilustra duas tendências: “A multiplicidade de agências que hoje existem no mercado (de menor dimensão e mais especializadas), e a menor dependência desta indústria das chamadas multinacionais do sector (embora estas tenham tendência a querer comprar os casos de sucesso ao primeiro grupo)”, explica o responsável.

“Hoje não acho que faça sentido referir que Portugal tenha mais ou menos potencial em determinadas categorias”, aponta o CEO da MOP. Para si, a pergunta que agora se impõe é se o país tem ou não potencial criativo, sendo a resposta “afirmativa”. “Este potencial vai acabar por refletir-se na performance geral de todas as categorias. Até porque a chave para se vingar em Cannes Lions é, no entender de Vasco Perestrelo, muito simples: “Uma boa ideia”.

Fonte: Briefing


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