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Como a Josefinas está a viver o american dream

quinta, 16 fevereiro 2017 13:19

De Portugal para o mundo. Pode parecer cliché, mas é assim mesmo a história da Josefinas, a marca portuguesa de calçado criada pela jovem arquiteta Filipa Júlio. A viver "o sonho americano", passou de uma morada online para uma loja física em Nova Iorque.

Foi, aliás, a partir "de um sonho" que surgiu a Josefinas: "o de inspirar mulheres a seguirem as suas ambições até à sua realização". Motivada pelo objetivo de criar um calçado "prático e elegante" que honrasse o passado de bailarina da agora arquiteta e o "futuro de mulher moderna", Filipa rapidamente chegou ao conceito que deu origem a um dos primeiros modelos. Foram então as "icónicas" bailarinas – "símbolo da Josefinas". Conta a brand manager, Sofia Oliveira, que tudo começou com a Coleção n.º 1, da qual fazem parte as Josefinas Rosa Frágil, Bege Verão e Preto Saudade. "Os três modelos mais desejados". Depois, vieram as Josefinas Azul Persa, as "sabrinas mais caras do mundo", um atributo destacado pela marca numa tentativa de "manifesto ao savoir-faire". É que as Josefinas são feitas por "mãos que contam anos de história na arte de bem-fazer sapatos". O que faz com que, na realidade, e na opinião da arquiteta, não sejam apenas sapatos, mas sim "peças de arte, joias para os pés".

A Josefinas descreve-se assim como a "única marca de sapatos e acessórios de luxo que torna peças simples em peças extraordinárias – só porque cada mulher pode tornar algo simples em algo fantástico", refere a brand manager. Além disso, é digital first. Isto porque desde o início que a estratégia da marca se faz online e é pensada, em primeiro lugar, segundo uma perspetiva digital. E foi assim durante três anos. "Está no nosso ADN", concretiza a brand manager. É, por isso, uma marca que encara o negócio do calçado, por natureza de cariz mais tradicional, segundo uma "abordagem totalmente diferente". Diz Sofia que no online "tudo é imediato e possível; não há barreiras". Por isso, a Josefinas consegue chegar a clientes e a parceiros "mais fácil e rapidamente", mesmo que estejam "do outro lado do mundo". Ao mesmo tempo, o online permite um maior controlo da marca quanto à distribuição, aos timings, à colocação do produto do mercado, etc. No entanto, há algo que fica a faltar: o toque. O maior desafio, conta a brand manager, é o de os clientes não poderem experimentar efetivamente a Josefinas. Mas, tal como um dos atributos da marca passa por tornar "algo simples em fantástico", também esta "desvantagem" foi transformada numa "mais-valia". E, assim, conta, foi criado o universo das Josefinas do qual clientes e fãs da marca fazem parte e que partilham.

Quem também faz parte e compõe o mundo da Josefinas são figuras públicas como a modelo Sara Sampaio e as bloggers internacionais que têm feito da marca a sua escolha no que toca ao calçado. "A história da Josefinas é uma história de mulheres que sonham, lutam e fazem acontecer. E estas mulheres extraordinárias revêem-se na nossa história, fazendo parte dela". Sentir o apoio dos "maiores" influencers da indústria é algo "fantástico" e que "naturalmente" se sente na visibilidade da marca.

Apesar de todas as vantagens do online, o salto para Nova Iorque sempre foi um "dos sonhos e ambições" da marca. Prova disso, era o quadro branco no escritório da Josefinas, em Portugal, onde se lia "Loja NYC – 2016". Uma opção que a brand manager justifica com a convicção de que nem tudo se passa 100% online e nem tudo se passa 100% no físico. Além disso, diz, "a Josefinas já contava histórias pelo mundo", sendo a abertura da loja em Nova Iorque a representação do consolidar da internacionalização da marca para os EUA. "E porque não Nova Iorque?", questiona Sofia. Afinal, esta cidade é o maior mercado de luxo do mundo e é já o maior no negócio da marca. "É a forma perfeita de dizer que a Josefinas está aqui para ficar", concretiza. Isto porque aumentar a experiência de marca e sedimentar a Josefinas nos EUA, posicionando-a no segmento de luxo, sempre foram os objetivos.

Aliás, estar no sector do luxo foi, desde cedo, a intenção da marca. "Acreditamos que um produto feito à mão tem uma magia inigualável e, desde sempre, sabíamos que queríamos criar sapatos simples, mas extraordinários". Por isso, a tarefa de criar a Josefinas teria de ser entregue às "mais talentosas mãos dos mestres sapateiros nacionais". "Tudo o que criamos pode ser elevado à condição de arte – cada peça é única e especial". Com isto, a Josefinas pode afirmar que deu uma nova vida a várias artes nacionais: sapatos, bordados, joalharia. E por isso diz ser uma "marca orgulhosamente portuguesa" que até carrega Portugal no nome. "Às portuguesas seremos eternamente gratas, afinal tudo começou de Portugal para o mundo".

Apesar disso, abrir uma loja física em Portugal não está nos planos e, por enquanto, para as consumidoras nacionais a morada mantém-se online. Com foco nos EUA, onde a recetividade está a ser "incrível", a marca diz reconhecer a importância do mercado asiático no negócio da Josefinas, sempre com a ambição de continuar a inspirar o caminho das mulheres. "Porque se uma mulher sonha, uma mulher consegue".

Saiba mais sobre o sonho americano da Josefinas na edição impressa da Briefing.

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