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Frederico Roquete

terça, 03 janeiro 2017 12:31   Diretor criativo da 9 The Creative Shop

Frederico RoqueteÉ no largo Vitorino Damásio em Santos (Lisboa) que se encontra a 9 The Creative Shop. Uma agência com direção criativa de Frederico Roquete e que, descreve a equipa na sua plataforma digital, assim se chama porque "foi pensada em 1999, por 9 sócios, às 9 da noite, no 9.º andar do número 9 de um prédio de Lisboa. Mas também porque 9 dá sorte".

E é também sinónimo de ambiente familiar e prático: "Somos como uma família e o escritório torna-se uma casa. Com vários recantos em que nos juntamos, bancos que puxamos para trabalhar em equipa ou ferramentas para discussão de ideias em conjunto", explica.

Esse espírito de equipa está até a influenciar a decoração. É que o diretor criativo anda "com a mania" de colecionar post-its gigantes utilizados nas reuniões de brainstorming. "Há qualquer coisa nestas folhas que representa a nossa capacidade de interagir e pensar em conjunto, com método e em busca das melhores ideias juntando-lhes uma estratégia. Qualquer dia decoramos uma sala inteira com isto a fazer papel de parede", "ameaça".

Prático e funcional é também o escritório de Frederico Roquete. E organizado. Ou pelo menos é o que pretende o diretor criativo da 9. Tem pouca coisa, mas tudo o que precisa. Na secretária constam folhas A3, um caderno, uma caneta preta marcador Molin, um marcador verde fluorescente Stabilo Boss, clips, post-its e um Mac. E mudava alguma coisa? "Acrescentaria um bom sistema de som e uma lareira. Porque adoro trabalhar com música de fundo e porque as lareiras me acalmam", justifica.

Mas mesmo sem esses upgrades, o escritório funciona como uma fonte de inspiração e é onde, muitas vezes, as ideias ganham vida. Tudo isto num ambiente que por si só é propício a criar, seja pela luz, os tetos trabalhados e a própria vista, para o largo de Santos. Uma zona de Lisboa que "está a renascer com imensa vida. Um sítio histórico, mas onde os negócios crescem, onde estão algumas universidades com os seus alunos atarefados a passar, um sítio de facto inspirador na arquitetura e frequência", atenta o profissional, acrescentando que não há um local específico para o desenrolar do processo criativo: "Acho que um criativo se habitua a ter ideias em qualquer sítio".

No trabalho, confessa uma "mania": não gosta de trocar a cor das canetas que normalmente utiliza. Já nos dias em que a concentração está mais teimosa a solução passa por fechar a porta do gabinete. Isso ou visitar o restaurante "Vício" acompanhado do caderno. Porquê? Porque é "um restaurante moderno aqui no Páteo Moreira Rato mesmo em baixo, é familiar, sossegado e tem também um bom ambiente para descontrair fora do escritório".

Frederico Roquete tem apenas um amuleto: o boneco amarelo oferecido pela irmã e que simboliza o otimismo.

Frederico Roquete

Na parede do escritório tem uma fotografia emoldurada da autoria de Duarte Amaral Netto, que trouxe consigo do antigo escritório da 9. "A avó deste artista vivia por cima da agência e gostávamos muito das suas visitas e de conversar com ela quando nos cruzávamos. Quando a avó do Duarte faleceu ele achou que fazia sentido esta fotografia que estava em casa dela ficar na agência. Adorámos a ideia".

"Também tenho perto de mim um trabalho do fotógrafo André Carvalho que me ofereceram. É uma fotografia tirada na Praia Grande em Sintra dentro do tubo de uma onda mas percebe-se em que praia estamos". E por que é tão especial? "É a minha praia e o surf é o meu desporto de eleição, por isso é uma imagem que me passa muito boas energias".

Pela história que comportam estão presentes no espaço de trabalho outros ícones, dos quais Frederico Roquete não se separa. Como o diploma de apadrinhamento à Renault 4L do Museu do Caramulo, um Leão ganho em Cannes e até livros sobre a profissão. "E a ocasional prancha de surf para uma escapadela de hora de almoço".

Modificado em quarta, 04 janeiro 2017 10:37
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