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Hugo Pinto

terça, 31 janeiro 2017 12:03   Fundador e diretor criativo da Ray Gun

Hugo Pinto Se há uma constante no escritório de Hugo Pinto, fundador e diretor criativo da Ray Gun, pode dizer-se que são as figuras de ação. Aliás, a própria identidade gráfica da agência se inspira nelas... Objetos há os e muitos, testemunhando a história da criatividade que por ali se faz.

De porta aberta. É esta a característica que o fundador e diretor criativo da Ray Gun, Hugo Pinto, mais evidencia quando a tarefa é descrever o seu escritório. "Gosto de pensar que estou sempre disponível para todos. Nem sempre é fácil, mas arranja-se tempo". A própria filosofia da nova casa da agência, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, é essa –um sítio em que todos os espaços se complementam: "Penso que é algo que resulta para todos, inclusive, quando nos juntamos todos no 'meu' escritório, uma mudança de cadeira muda também a forma de pensar".

É, além disso, um espaço que vai sendo desenhado à medida dos novos projetos da Ray Gun: "Vai crescendo com tudo o que fazemos; sempre que há uma nova campanha ou produção há um objeto que fica de recordação. E acaba por tornar o espaço ainda mais especial, com referências do que fizemos, mas sempre a pensar no futuro". "Também gosto de ver como as pessoas olham para o que deve ser o espaço, foi esse o desafio dos designers ao conceberem-no. É engraçado perceber como outras pessoas ou criativos pegam em influências e as vão desdobrando ou personalizando", acrescenta Hugo Pinto.

O ambiente da agência foi alterado recentemente, pelo que, para já, o diretor criativo não mudaria nada. Até porque o espaço vai mudando e crescendo naturalmente, graças aos objetos que ficam para contar as histórias das campanhas. Entre eles, uma coleção de figuras de ação. Ainda assim, talvez falte uma árcade machine... "Penso que se adequaria bem", diz.

Quando fala do seu escritório, Hugo Pinto hesita em chamar-lhe seu. Recorre às aspas para simbolizar que é apenas o sítio onde normalmente pode ser encontrado. No mais, é um local para tudo: para conversar, inspirar, trabalhar. Sendo que, por vezes, se brinca com a ideia de que na Ray Gun o tempo passa mais devagar. Porquê? "Chegamos a muitas ideias rapidamente". Segue-se a explicação: "Talvez se deva muito à minha energia, sou muito exigente e gosto de ver exigência nos outros. Talvez este espaço também seja assim e ajude a encontrar novos caminhos".

Em todo este processo de diálogo e criação há dois objetos de que Hugo não se divorcia: o telemóvel e a wacom, "completamente indispensáveis": "Não consigo mesmo passar um dia sem telemóvel ou ficar sem bateria. Sem a wacom, já seria muito difícil de trabalhar; desde muito cedo me habituei e agora já não consigo usar outra coisa".

Como a mudança de casa foi recente, para já o tempo é de estabilidade. Até porque a equipa gosta de estar na Avenida da Liberdade: "As próprias ruas são uma inspiração, com esplanadas, gente bonita e uma luz fabulosa". A mudar seria apenas para abrir uma agência noutro país, diz Hugo, adiantando que Madrid continua a ser uma possibilidade muito forte.

Mas, numa eventual mudança, se pudesse o fundador da Ray Gun não deixaria nada para trás. Afinal, "trata-se de uma memória individual mas que acaba também por ser coletiva, e é isso que faz a agência especial". Não é, sublinha, um lugar sem alma: "Toda a agência é composta por objetos que fomos recolhendo ao longo dos tempos em produções ou viagens ou que foram oferecidas por clientes ou colaboradores. Guardar estes objetos é também homenagear essas ofertas. O futuro constrói-se com o passado, seja feito de grandes erros ou de grandes sucessos".

Hugo Pinto

"Já não conseguiria dispensar a minha mesa, foi feita à medida e percebe-se porquê: preciso de espaço para o dia a dia". 

"Gosto também da 'estante da inspiração', onde vou guardando memórias de tudo o que fazemos. Muitas vezes ajuda a contextualizar futuros trabalhos. A nossa sala de reuniões, sendo uma extensão deste escritório, é também fundamental para o dia-a-dia. Não me lembro de um dia em que não venha aqui".

Hugo Pinto

"O Flash foi-me oferecido pela minha esposa e pelo meu filho e acho que reflete bem a minha personalidade, rápido de pensamento e sempre a pensar para a frente".

Hugo Pinto

"O computador da entrada foi o primeiro computador da Ray Gun, e já faz 10 anos. Penso que já nem funciona, mas para todos os efeitos é parte e sempre será parte da nossa memória coletiva".

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Modificado em segunda, 06 fevereiro 2017 10:39


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