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Vasco Ferraz

segunda, 17 abril 2017 10:49   Diretor criativo da GBNT

Vasco Ferraz Situada na baixa lisboeta, a GBNT não tem gabinetes. Todos trabalham numa grande ilha. Para o diretor criativo, Vasco Ferraz, essa disposição é essencial, pois "as ideias e as soluções nascem rodeadas de pessoas e das suas competências".

E como na agência ninguém gosta de "ir atrás de modas", é necessário trabalhar em equipa, arriscando nos processos criativos, combinando saberes e técnicas. "Este funcionamento traz enormes vantagens para integrar aquilo que fazemos com a estratégia, o design, o copy, a fotografia, o vídeo, a programação, a ilustração, a produção... tudo de forma integrada, como se fosse uma peça única", enumera.

O espaço da GBNT é, nas palavras de Vasco Ferraz, simples, neutro, bem iluminado e paredes brancas. Características que estão associadas ao propósito da agência, servindo como um gatilho para a criatividade. "Somos nós que temos que preencher esse espaço branco com as ideias. As nossas cabeças também precisam de ter folhas em branco, para podermos aceitar ideias novas, experimentar", sublinha. A ilha onde a equipa trabalha está rodeada de janelas, que enchem a sala de luz. Porém, não é a vista que serve de inspiração ao diretor criativo. "Todos temos janelas por perto a encher a sala de luz. E todos lhes viramos as costas. A minha vista é para a ilha onde está a equipa. Isso foca-me", justifica.

Mas nem sempre o ambiente interior é suficiente para fazer surgir a ideia. É nesses momentos que Vasco Ferraz escolhe a varanda, que, apesar de pequena, permite "ver a vista, ver quem passa, desfocar o fundo, ver a imensidão que é a cidade de Lisboa". "Estar sozinho mesmo que por alguns minutos, ajuda a resolver um problema ou fazer com que uma ideia ganhe forma", comenta.

O diretor criativo afirma que também gosta de se inspirar nas coisas mais improváveis e que, para esse fim, se socorre da internet: "Ajuda-me a desviar o olhar e a descobrir caminhos que não imaginaria com lápis". Contudo, mantém lápis e papel branco na secretária. "Dá-me conforto imaginar que, se precisar deles, estão ali", justifica, acrescentando que prefere desenhar com as palavras e os pensamentos. Borracha, nunca usa. Não gosta de apagar. E amuletos, também não tem. O mais parecido é talvez o portefólio da GBNT, que está sempre à mão, para poder manusear de vez em quando. "Como sou, por formação, designer de equipamento, gosto de construir coisas e de ver coisas construídas", fundamenta Vasco Ferraz.

Talvez por isso, se pudesse acrescentar algo à GBNT, gostaria de construir uma máquina de teletransporte. Para eliminar a distância física e o tempo das deslocações, tanto da equipa, como dos clientes. "Gasta-se muito tempo de qualidade a andar de um lado para o outro. Por vezes é preciso estar sossegado para pensar, criar e resolver problemas dos clientes. Por isso, escolhemos sempre sítios com bons transportes para nos facilitar essa tarefa. E para que os clientes possam facilmente estar connosco", defende o diretor criativo.

vasco ferraz

Os dois quadros de ardósia, um na sala de trabalho e outro na sala de reuniões, servem de suporte às inúmeras discussões e ideias da equipa. Nas reuniões, os clientes também gostam de usar o giz para passar briefings e preocupações à equipa.

vasco ferraz

A caixa de ferramentas é um elemento de uso corrente na GBNT, já que acompanha a equipa em todos os trabalhos de produção. É um "braço direito", porque ali todos gostam de fazer as coisas acontecer pelas próprias mãos.

vasco ferraz

O sofá amarelo acompanha a GBNT desde a sua fundação, em 2007. E, segundo o Vasco, serve para relembrar de onde veio a agência e o que a equipa quer evitar que aconteça: "Serviu para muitas vezes descansar nele, naquela fase em que a agência ainda não tinha a capacidade de respostas que tem hoje. Dormi muitas vezes lá, aqueles minutos para salvar o resto da noite. Felizmente isso hoje já não acontece", recorda.

vasco ferraz

A sala de reuniões está decorada com alguns dos trabalhos e uma caixa de lápis... amarelos. Porque é esta a cor da GNBT. E "porque as ideias que se escrevem podem ter forma, podem sempre ser apagadas, alteradas, sublinhadas", enumera Vasco Ferraz.

Modificado em segunda, 17 abril 2017 13:41
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