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Luís Coelho

terça, 18 julho 2017 12:28   Diretor criativo da Wunderman

Luis Coelho Na Torre 1 das Amoreiras, em Lisboa, e com uma vista que funde o verde da encosta de Monsanto a descer para os telhados vermelhos da cidade – a qual pode não trazer inspiração, mas é uma grande ajuda para ver como está o trânsito... –, encontra-se a Wunderman, cuja direção criativa está a cargo de Luís Coelho.


"Somos uma agência que veste verdadeiramente a camisola. Encaramos cada trabalho com a atitude de quem faz parte de uma equipa, formada pelas pessoas da agência e pelas pessoas do lado do cliente, sem distinção", afirma. Uma forma de relacionamento e de trabalho se estende ao seu escritório: "A minha porta está sempre aberta (até porque o ar condicionado está meio avariado). E, na verdade, mesmo quando está fechada, as pessoas entram na mesma. Algumas batem antes. Outras nem por isso. Mas no final de contas é sempre porque todos temos alguma coisa a acrescentar para melhorar o trabalho", conta.

 

Desse espaço diz Luís Coelho que é, naturalmente, um reflexo da forma como cria e se organiza. Forma essa que é "esquisita": "Consiste em amontoar coisas umas em cima das outras e fazer vários montinhos que estão espalhados pelo gabinete. Tenho o montinho dos livros, o montinho das ideias, o montinho dos blocos de notas", enumera. Certo é que este método, ainda que possa ser interpretado como confuso, o ajuda a ser mais organizado. "O que não é tarefa fácil", realça, pois, curiosamente, demasiada confusão faz-lhe... confusão.

Por isso, quando não está a criar, Luís Coelho gosta de ver a sua secretária praticamente vazia. Retiraria até o candeeiro, que raramente está ligado. Basta-lhe o computador, papel, lápis, post-its e canetas. "Todos os projetos começam com uma folha em branco. E é assim que eu gosto da minha mesa", justifica. Se bem que a secretária seja uma espécie de "triângulo das Bermudas das canetas", título atribuído por ele próprio. "Eu sei que já lá tive algumas, mas acabam sempre por desaparecer. Normalmente, depois, aparecem nas secretárias de outras pessoas. Os lápis sobrevivem mais tempo, mas é porque não tenho afia e então ninguém os quer levar", esclarece. Blocos de notas, contam-se dez. Todos eles em uso. "Normalmente apanho o que está mais à mão e é esse que uso durante um projeto. Depois pego noutro. Volta e meia não sei em qual apontei o quê, mas é de propósito, porque quando vou à procura de uma coisa normalmente acabo por folhear tudo e redescobrir boas ideias que ficaram esquecidas", afirma.

Na busca de inspiração, também as paredes da Wunderman são encaradas como boas fontes. "É nelas que colamos ideias, frases, insights, conceitos... Tudo o que vamos criando vai ocupando as paredes do gabinete até não haver mais espaço. É bom para ganharmos alguma distância das ideias que vamos tendo para podermos amadurecê-las e trabalhá-las melhor, até finalmente ganharem forma e saírem do papel. E da parede", refere o diretor criativo. Porém, nem sempre a parede facilita a decisão sobre o caminho a seguir ou como finalizar a ideia. É aí que Luís Coelho opta pelo seu "momento zen": ir à rua fumar um cigarro.

O Luís tem apenas um amuleto: um caixote do lixo. "Bom, na verdade é um porta-canetas em forma de caixote do lixo que já anda na minha secretária há alguns anos. Lembra-me para onde vão parar as más ideias (e algumas boas!). Faz com que me esforce para as nossas ideias não irem lá parar", esclarece.

Luis Coelho

Um dos objetos icónicos a destacar na Wunderman é o Prémio à Eficácia em 2013, conquistado pelo "Fiesta 24h Project". Porque "foi um ponto de viragem para mim como diretor criativo, e porque foi um projeto que nasceu graças à cumplicidade entre a agência e o cliente e uma total confiança entre ambas as partes, para que nos deixassem substituir a força de vendas dos concecionários por fãs de marcas no Facebook", justifica.

No escritório do diretor criativo da Wunderman também pode encontrar-se um chapéu dos Orlando Pirates, uma equipa de futebol da África do Sul, que recebeu de um dos colegas da rede. "Todos os anos celebramos o 'Wunderman Day' em toda a network e vamos trocando objetos e histórias entre os vários países", conta.

As almofadas Villow, uma marca desenvolvida por Andreia Constantino, uma das criativas da casa, também podem ser encontradas pela Wunderman. Porque é "parte da filosofia de incentivar a equipa a dar azo à sua criatividade dentro e fora da agência".

Luis Coelho

A Bola Nívea está com a equipa desde 2011, ano em que a agência conquistou a marca, "anda sempre a ser chutada de um lado para o outro". O comando da Playstation, esse, encontra-se já "gasto, dada a violência dos confrontos futebolísticos da hora de almoço".

Luis Coelho

Modificado em terça, 18 julho 2017 12:51


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