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Nuno Duarte

segunda, 28 agosto 2017 12:11   Diretor criativo da Milford

Nuno Duarte Com vista para o Campo Pequeno, em Lisboa, a Milford celebrou este ano o segundo aniversário. Fundada por Nuno Antunes (business partner) e Nuno Duarte (diretor criativo) – que compara o espaço à sua "cara ao acordar", porque a própria agência está, também ela, a despertar – deve o nome a uma viagem a Milford Sound, na Nova Zelândia, a mais longa feita pela dupla.

 

"A Milford, como nós dizemos, é uma viagem. Aliás, foi de uma viagem à Nova Zelândia e à Austrália que fiz com o meu sócio Nuno Antunes, semanas antes de abrirmos a empresa, que trouxemos o nome. O escritório reflete um bocadinho essa viagem", conta o criativo. Tal como reflete a juventude da agência, havendo, acima de tudo, a preocupação de que seja funcional. Para o diretor criativo "faz todo o sentido" que assim seja: "É um sítio para onde gosto de vir todas as manhãs e isso é o melhor elogio que lhe posso fazer".

Mas é um ambiente inspirador? Aqui, Nuno revela-se cético. Diz que nunca lhe aconteceu trabalhar num sítio assim. E "duvida" até da existência de escritórios que inspirem: "Isso existe? Talvez o da Pixar... Agora a sério, a inspiração vem dos livros, dos filmes, dos transportes públicos, enfim, vem do mundo que me rodeia. O escritório é só o sítio onde ela se produz". Porém, quando não pode sair e precisa de concentração, gosta de sentar-se nos cadeirões dispostos na varanda e que "servem lindamente em caso de necessidade". Ainda que pense melhor quando está "a olhar para o mar ou a dar uma corrida de manhã à beira-rio", comenta. Para se distrair gostaria de ter um frigorífico SMEG cor-de-laranja – a cor da Milford – e abastecido com cerveja fresca. Seria isso que acrescentaria à agência, a par de uma máquina de café. Os cabos dos computadores e as fichas triplas, esses, retiraria. "Irritam-me há anos", justifica.

Na secretária do diretor criativo da Milford não podem faltar o Moleskine, a caneta preta, o carregador do iPhone e a caixa de giz que usa para escrever numa parede preta. Amuletos, não tem. "Temo que, em matéria de superstições criativas, seja uma pessoa muito desinteressante"... Rege-se apenas por uma máxima: que o ambiente seja totalmente descontraído: "Queremos que as pessoas se divirtam e gostem de estar no escritório. Estou a dizer isto como nota mental para mim, que sou maldisposto por natureza". Porque, acrescenta, "quanto mais descontraídas estiverem as pessoas, mais facilmente deixam sair cá para fora boas ideias". Talvez por isso tenham, entre outros objetos, uma bola de basquetebol que atiram uns aos outros...

Nuno Duarte

 

Na Milford existem alguns objetos icónicos dos destinos para onde Nuno Duarte viaja. Alguns exemplos são uma bola de basebol da primeira visita a Nova Iorque, uma bola de rugby da Nova Zelândia ou um bumerangue de Sidney.

Nuno Duarte

O que faz um caderno diário dos anos 60 numa agência do século XXI? Nuno Duarte esclarece que "alguém na Porto Editora andou a vasculhar nos velhos armazéns da editora e encontrou uns caixotes perdidos com estas relíquias". "O nosso cliente teve a gentileza de me oferecer um a mim e outro ao Nuno Antunes".

Nuno Duarte

"A máquina é do Nuno Antunes, não minha. Era do pai dele (já falecido) e foi com ela que lhe tirou as primeiras fotografias. Por esse motivo, acompanha-o sempre", conta Nuno Duarte.

Nuno Duarte

Os relógios são só decoração, não têm qualquer valor sentimental. Mas, segundo o diretor criativo, a explicação é simples: "Como o nosso nome veio da viagem a Milford Sound na Nova Zelândia, temos dois relógios: um que marca a hora de Lisboa e outro que marca a hora de Milford Sound".

Nuno Duarte

Modificado em segunda, 28 agosto 2017 12:24
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