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Agências acertam regras para concursos privados

sexta, 27 novembro 2015 10:35

Trinta e dois associados da APAP (Associação Portuguesa de Agências de Publicidade, comunicação e Marketing) acabam de assinar um compromisso que estabelece as condições mínimas para a participação de agências de publicidade em concursos privados.

Esta decisão pretende criar uma dinâmica diferente na relação cliente-agência e contribuir para a criação de bases que sustentem o crescimento e desenvolvimento da indústria. A APAP vê esta decisão como uma atitude de defesa da sustentabilidade dos players do setor, agências e anunciantes.

Com este compromisso, pretende-se também relançar o documento "Agência Certa, Guia das Boas Práticas para Concursos", subscrito em 2009 entre a APAP e a APAN, em que se previa um conjunto de medidas que procuravam tornar mais equilibrada a relação entre cliente e agências.

Assim, as agências de publicidade apenas participarão em concursos de propostas estratégicas ou criativas, desde que se cumpram três condições: "um número máximo de três agências na fase de apresentação de propostas ou de quatro se incluir a anterior agência com que o cliente trabalhava; o conhecimento prévio do nome das outras agências a concurso, ficando garantida perante o cliente a confidencialidade da informação; e que o briefing apresentado, por escrito, defina desde logo critérios objetivos de avaliação das propostas apresentadas no que toca ao processo de seleção do vencedor".

"Esta decisão é dura para as próprias agências. Tenhamos claro que o New Business é essencial para estas e para o seu negócio e que a possibilidade de "se apresentarem" a novos clientes é a base da construção do seu futuro. Mas para isso, recomendamos as reuniões pessoais para apresentação de credenciais. Não o desenvolvimento completo de recomendações estratégicas e/ou criativas. Essas devem ser só pedidas às três (ou quatro) selecionadas. Minimiza o esforço do setor, e, no fundo e em última análise, beneficia os anunciantes - os clientes fiéis que, de facto, pagam as estruturas das agências e que, assim, contam com a sua maior disponibilidade. Mas também anunciantes promotores dos concursos, que vão ouvir apenas as agências que criteriosamente selecionaram como podendo vir a ter um papel decisivo na resolução dos problemas de comunicação dos seus produtos e marcas. Cria-se assim a possibilidade de estabelecimento da tal relação sustentável e criativa entre o cliente e a agência certa ", afirma a secretária-geral da APAP, Sofia Barros.

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