Revivalismo
- 27 Abril 2012
Consequência da tirania da velocidade tecnológica que vivemos, do excesso de informação, da falta de tempo para nos relacionarmos, tudo o que nos remete para o nosso imaginário coletivo de infância ou de passado é-nos confortável, cómodo e familiar. Faz-nos procurar as raízes, memórias e os valores tradicionais. Neurologicamente o ser humano precisa desse equilíbrio para se manter funcional.
Um segundo fator tem a ver com as circunstâncias económicas que vivemos. Na impossibilidade de comprarmos tanto, tendemos a procurar soluções existentes… recuperando e reinterpretando objetos antigos. Como estes elementos tendem a ser diferenciadores e causam impacto positivo, pela diferenciação, geram procura. Perante isto as marcas criam oferta, estão atentas a isto e lançam produtos retro… que vão ao encontro desta necessidade. O terceiro fator tem a ver com a diferenciação. Num mundo onde o fabrico em série e a oferta, é rapidamente identificável, ter um objeto ou uma peça de roupa vintage, torna-nos únicos e especiais. O revivalismo está presente em todas as áreas na moda, na decoração, no packging, nas aplicações mobile (ex.intagram), na recuperação das zombie brands, na indústria automóvel com os relançamentos lançamentos de carros ícone.
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