Anúncios prejudiciais a crianças com restrições a partir deste ano

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26 empresas assinaram em Novembro um compromisso de auto-regulação dizendo estar dispostas a controlar a publicidade televisiva de produtos alimentares nos horários em que a audiência de menores de 12 anos seja superior a 50 por cento.

A publicidade a alimentos que não se enquadrem nos critérios
nutricionais definidos pela Organização Mundial de Saúde deve assim ser
retirados desses horários como forma de prevenir a obesidade infantil.

O
acordo proposto pela Federação das Indústrias Portuguesas
Agro-Alimentares (FIPA), no âmbito da sua participação no Conselho
Consultivo da Plataforma contra a Obesidade, foi assinado em Novembro e
será executado ao longo deste ano. Por sua vez, no início de 2011 será
conhecido o primeiro relatório com uma avaliação independente sobre o
impacto da medida.

A influência que a publicidade tem nos mais novos já motivou
compromissos de auto-regulação da indústria em vários países europeus,
nomeadamente na Inglaterra. Agora é Portugal. Para já, conta com 26
empresas (13 são nacionais) mas o plano está aberto a outros parceiros,
empresas ou grupos de investigação que podem ao mesmo tempo contribuir
para a monitorização do projecto.

Pedro Queiroz, director-geral da FIPA em comentário ao Público, frisa
que não se está a falar de proibir os anúncios de produtos alimentares
dirigidos para crianças mas “produtos com excesso de açúcar, sal e
gordura”. O plano aplica-se ao sector público e privado, envolvendo
canais genéricos e temáticos. “Os anunciantes serão coerentes”, promete
Pedro Queiroz.

A estratégia das empresas poderá passar por apontar o “alvo” para os
pais em vez dos filhos. “Algumas empresas podem optar por direccionar
os anúncios mais para os pais, responsabilizando-os nestas decisões. A
estratégia comercial será uma decisão individual”, explica. Pedro
Queiroz refere também acreditar no sucesso da medida.

Fonte: Público

Terça-feira, 12 Janeiro 2010 15:10


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