Natal: Comércio eletrónico é oportunidade “extraordinária” para PME – associação

O comércio eletrónico é uma oportunidade “extraordinária” para as
Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas aumentarem a sua capacidade
de internacionalização e competitividade a um custo mais reduzido,
defendeu o presidente da associação do setor, Alexandre Nilo Fonseca.


“Através
da internet é de facto possível expandir o negócio além fronteiras de
uma forma que não era possível no passado para as PME, e até para as
grandes empresas”, disse em entrevista à agência Lusa, o presidente da
Associação do Comércio Electrónico e Publicidade Interactiva (ACEPI),
Alexandre Nilo Fonseca.

Segundo o presidente da ACEPI, o comércio
eletrónico representa perspetivas muito importantes para as empresas
portuguesas, porque não tem barreiras geográficas nem horárias,
sobretudo para as PME, que têm uma “extraordinária oportunidade” para
aumentar a sua capacidade de internacionalização a “um custo muito mais
reduzido”.

Além disso, destaca Alexandre Nilo Fonseca, Portugal é
um dos países da Europa que mais deverá crescer em termos de taxas de
penetração de internet, abrangendo dentro de dois/três anos mais de 60
por cento da população.

“Isto quer dizer que há cada vez mais
portugueses a usar a internet para comprar ou para tomar a sua decisão
de compra, daí que as empresas devem aproveitar ao máximo esta
oportunidade para também aumentar a sua competitividade e o seu
negócio”, frisou.

Por outro lado, o mercado ‘online’ é gigantesco
em alguns países europeus, nos EUA e no Brasil, pelo que há um “enorme
potencial de vendas” de determinado tipo de produtos específicos de
Portugal para o estrangeiro.

“Hoje mais de 90 por cento das
empresas têm computadores acesso à internet e e-mail, mas o que ainda
não aconteceu foi uma evolução do negócio das empresas para explorar o
máximo enquanto oportunidade para comprar e vender”, reconheceu.

Mesmo
assim, acrescentou, tem havido uma “evolução substancial”: “Em 2005 a
percentagem de empresas que vendia na internet em Portugal era 7 por
cento, mas em 2009 foi de 15 por cento, mais do dobro de há cinco anos
atrás. Na perspetiva das que compram, essa evolução foi de 12 por cento
em 2005 para 18 por cento em 2009”, disse.

Em 2009, mais de 50
por cento das empresas já enviavam fatura eletrónicas, contra os 9,5 por
cento que existiam em 2005.

De acordo com Alexandre Nilo Fonseca,
as vendas das empresas para os consumidores representaram em 2005 mil
milhões de euros e em 2010 será de 3,2 mil milhões de euros.

“Este
valor poderá representar em 2015 praticamente 6 mil milhões de euros.
Se consideramos as vendas entre empresas e o montante transacionado em
redes multibanco o valor será em 2010 superior a 17 mil milhões de
euros, valor bastante significativo a nível nacional”, disse.

O
valor do comércio eletrónico entre empresas deverá atingir em 2015, em
Portugal, cerca de 13,8 mil milhões de euros, ou seja, um valor
equivalente a 8,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), sendo o
crescimento médio anual previsto entre 2010 e 2015 de 7,5 por cento.

 

JMG

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo
Ortográfico ***

Lusa/fim

Segunda-feira, 13 Dezembro 2010 10:41


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