Media: Sindicato dos Jornalistas diz que espanhola Prisa “não joga limpo”

Lisboa, 15 fev (Lusa) – O Sindicato dos Jornalistas denunciou hoje, através de comunicado, que a Prisa, que controla a Media Capital, “não joga limpo”, a propósito de abordagens feitas a jornalistas da TVI tendo em vista o despedimento “disfarçado” de rescisões por mútuo acordo.

 

“A TVI, do grupo português Media Capital, tem vindo a abordar vários jornalistas e outros trabalhadores com vista ao seu despedimento disfarçado de rescisões por mútuo acordo e de não renovação de contratos de trabalho a termo, usando métodos que demonstram que o grupo espanhol Prisa não está a jogar de forma limpa no anunciado processo de redução de pessoal”, lê-se no comunicado emitido pela direção do Sindicato dos Jornalistas (SJ).

A entidade recordou que a 25 de janeiro passado, a Prisa tornou público que tencionava despedir cerca de 2500 trabalhadores nas suas empresas em Espanha (duas mil), Portugal e América Latina (500 na soma de ambos) e assegurava que esse plano fora comunicado aos sindicatos e aos representantes dos trabalhadores.

“Até hoje, nem a Prisa nem a sua participada Media Capital comunicaram ao Sindicato dos Jornalistas (SJ) nem o plano nem a sua configuração para Portugal, mas a TVI começou já a abordar profissionais mais antigos – em idade e em carreira na empresa – apresentando-lhes propostas de rescisão dos respetivos contratos de trabalho”, revelou o SJ.

Ao mesmo tempo, a TVI “está a notificar trabalhadores com contratos a termo certo de que não tenciona renová-los”.

Por isso, “o SJ lamenta que as empresas se descartem de jornalistas e outros profissionais com experiência e com memória”, considerando que “a redução de pessoal deve passar apenas pela abertura de processos de adesão voluntária a condições anunciadas pela empresa para os eventuais interessados em pôr fim à relação de trabalho”.

O SJ “rejeita categoricamente e denuncia sem hesitar processos de abordagem seletiva de trabalhadores a despedir através de métodos como a proposta de rescisão de contrato individualmente dirigida”.

O comunicado acrescenta que “o SJ considera que o Grupo Media Capital e, em particular, a TVI, cujos resultados operacionais conhecidos são animadores e cuja actividade necessita de todos os profissionais ao seu serviço, têm obrigação de respeitar o direito de todos eles ao trabalho ou a sair por sua livre e genuína vontade, e não através de métodos de afrontamento à sua dignidade pessoal e profissional”.

Por fim, o SJ “apela a todos os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço da TVI, para que se mantenham unidos e firmes na defesa dos seus direitos e interesses, ao mesmo tempo que renova a garantia de que defenderá os seus associados até às últimas consequências”.

DN.

Lusa/Fim

Quarta-feira, 16 Fevereiro 2011 10:55


PUB

PUB

2050.Briefing

À Escolha do Consumidor