Sites de compras online são bom negócio para empresas e oportunidade para consumidores

Jantares, massagens e experiências com descontos de mais de 50 por cento são um negócio em expansão para as empresas que vendem estas promoções e uma oportunidade para os consumidores, que acabam por poupar algum dinheiro.

São cada vez mais as pessoas que recorrem a este tipo de sites de compras coletivas, em que todos os dias há promoções específicas para cada cidade do país e cuja duração é de 24 horas.

“Por dia, há sempre duas ou três promoções e as pessoas compram mesmo que não precisem, se o preço compensar e, normalmente, compensa mesmo”, conta Rita Pires, cliente assídua da Groupon, uma das mais conhecidas empresas a operar em Portugal, além da LetsBonus, da GoodLife e do ClubeFashion.

Uma das recentes compras foi um conjunto de sessões de depilação a laser, com um desconto de 70 por cento. “Agora até estou desempregada, mas vi uma oportunidade na Groupon: tinham uma coisa que custava 200 euros por 60 e comprei porque sei que é uma boa oportunidade”.

Rita reconhece que “é enganador” porque o consumidor acaba por comprar coisas de que não precisa só porque o preço é atrativo. Licenciada em Publicidade e Marketing, sabe que “as pessoas compram muito por impulso e depois até se esquecem que compraram”, confessando que já deu por si a contar todos os vales de jantares que tinha para usufruir.

André Calado também é cliente da Groupon e reconhece que, nestes sites, a decisão de compra se deve ao preço e não à necessidade: “Não acordamos de manhã a pensar que precisamos de um jantar ou de uma massagem! Se a oferta aparece e achamos que o preço é bom, compramos”, diz.

O empresário de 27 anos compra regularmente na Internet e há até produtos que já só compra online, como os jogos de computador e os ténis. “Por exemplo, os ténis vejo nas lojas e depois mando vir da net por um preço muito mais baixo”, contou.

O desconto pode ser de “mais de metade” mas, alerta, “é preciso ter atenção com a alfândega”, um problema que não se coloca no caso das encomendas europeias. “Uma vez mandei vir uns ténis dos Estados Unidos que ficavam muito mais baratos [do que se comprasse em Portugal] mas depois paguei um balúrdio na alfândega e assim já não compensa”, garante.

A crise parece não afetar as empresas de compras coletivas online: a LetsBonus, por exemplo, passou dos cerca de três mil utilizadores registados em outubro, altura em que se lançou no mercado português, para os mais de 237 mil que agora tem, o que representa “um crescimento exponencial”, segundo Feliciano Grosso, responsável de Marketing da empresa.

ND.

Lusa/fim.

Segunda-feira, 11 Abril 2011 17:33


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