EFE controla perfis nas redes sociais

EFE controla perfis nas redes sociais

A agência de notícias espanhola EFE, estatal, vai controlar os perfis dos seus funcionários nas redes sociais. É neste sentido que aponta o guia interno sobre o uso de redes sociais, que contempla a possibilidade de “admoestação” ou “falta disciplinar” para quem atente contra a boa imagem da agência, bem como o recurso a processos judiciais contra quem use conteúdos profissionais nas contas pessoais.

O guia faz uma clara distinção entre contas profissionais – que os funcionários são incentivados a criar – e contas pessoais, recomendando, neste caso, que não se identifiquem como trabalhadores da EFE e advertindo contra a emissão de juízos de valor.

Nas contas profissionais, os funcionários deverão respeitar o estatuto da redação, que estabelece que a agência, como entidade pública, não tem linha ideológica, não transmite opiniões próprias, devendo os seus conteúdos basear-se na veracidade dos factos.

As contas profissionais são recomendadas como elo de ligação às fontes que estão presentes nas redes sociais: todavia, os funcionários que queiram criar uma destas contas deverão pedir autorização dos superiores. Nelas não poderão, no entanto, publicar informação confidencial da EFE, nem alertas informativos, uma vez que a publicação de notícias está reservada às plataformas comerciais – mas podem difundir links para notícias que estejam no site da agência. Os jornalistas poderão contar histórias e dar detalhes das suas reportagens, mas não poderão fazer comentários sobre a vida privada dos titulares desses trabalhos.

A direção reserva-se o direito de preservar a boa imagem da agência adotando as decisões que considere convenientes, pelo que insultos e desqualificações poderão ser objeto de admoestação ou falta disciplinar.

Quanto aos perfis pessoais dos funcionários, a EFE descarta qualquer responsabilidade, mas exorta-os a estabelecerem uma clara diferença com os perfis profissionais, o que passa por não se identificarem como trabalhadores da agência. A EFE poderá atuar judicialmente contra os que, nas suas contas pessoais, utilizem conteúdos que sejam propriedade da agência.

Fonte: PR Notícias

Quinta-feira, 05 Janeiro 2012 12:42


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