Marcas devem avaliar a felicidade dos consumidores

Marcas devem avaliar a felicidade dos consumidores

Uma palavra de esperança é o que a Happy Brands se propõe oferecer às marcas com que trabalha. Pequena na dimensão, mas grande na ambição de ser diferenciadora – por acreditar que as agências tradicionais “já eram” – a agência conta com uma carteira de clientes em que pontuam EDP, Honda, Portucel, CMVM e ACAP, entre empresas e instituições com as quais estabelece uma relação de proximidade.

Com resultados: 2011 foi um ano de sucesso económico. Em entrevista Tiago Charrua, partner da Happy Brands, dá a conhecer a filosofia desta agência que quer marcas e consumidores felizes.

Briefing | Como surge a agência?
Tiago Charrua | A Happy Brands surge da necessidade de implementar um novo modelo de negócio na indústria criativa das agências de publicidade e assim fazer face a um novo paradigma de mercado.
Havia que dar resposta às novas exigências dos consumidores, ir ao encontro dos seus desejos, utilizando os meios que eles procuram e os locais que frequentam, integrar toda a comunicação e valorizar o consumidor, tratando-o de uma forma mais personalizada.
Para isso, criámos uma pool de quadros qualificados, com experiência, responsabilidade e provas dadas no mercado.
A juntar a esta nova fórmula de comunicar as marcas, criámos uma estrutura flexível, capaz de oferecer uma melhor relação preço/qualidade e mais consentânea com a situação económica do país e das empresas. Isto fez a diferença e abriu o caminho para o sucesso.
O mundo mudou e nós criámos uma agência para trabalhar com os clientes que já perceberam isso. A grande oportunidade de negócio surge quando percebemos que as agências de publicidade mais tradicionais “já eram”…

Briefing | Porquê Happy Brands?
TC | É simples: numa altura em que o mercado está deprimido, triste, sem novidades, sem respostas, sem dinheiro… surge uma agência com um posicionamento que traz uma palavra de esperança e soluções inovadoras para os clientes e suas marcas. A própria conjuntura exigiu que nos tornássemos mais altruístas, mais tecnicistas, que ouvíssemos e compreendêssemos melhor o mercado, os novos consumidores, os clientes. Desde o primeiro dia que trabalhamos com um objetivo bem claro: fazer com as que as marcas que trabalham connosco sejam mais felizes. Se o conseguirmos, é bom para todos.

Briefing | Além desse posicionamento, o que a diferencia das demais no mercado?
TC | Somos ainda uma agência pequena, por isso flexível e ágil, mas também multidisciplinar e com um conjunto de valências que abrange quase todas as áreas da comunicação: do Planeamento Estratégico à Implementação; da Criatividade à Produção; do Design Gráfico ao Webdesign; da Publicidade nos mass media às Redes Sociais; da Ativação de Marcas às Relações Públicas; do Ponto de Venda às Promoções; do Branding ao Packaging; do Offline ao Digital.
Sinceramente, acho que não existem muitas agências com esta polivalência e com esta capacidade de fazer projetos “chave na mão” ou “cross selling” entre os seus e outros clientes.
Sabemos que ninguém consegue ser especialista em tudo, por isso rodeamo-nos dos melhores técnicos nas várias áreas e, com parcerias pontuais ou com o que temos em casa, oferecemos soluções de comunicação verdadeiramente inovadoras, que trazem mais negócio aos nossos clientes.
Talvez por isso, também, possa adiantar que caminhamos a passos largos para sermos um grupo de comunicação, multidisciplinar, especializado em todas as disciplinas da comunicação, com bons profissionais e com experiência, sempre focados em criar soluções modernas para os problemas que os clientes têm, que é isso que eles hoje procuram e precisam.

Briefing | Na carteira de clientes, a agência conta com grandes empresas de sectores estratégicos, mas também com instituições. O que é que uma agência pequena como a Happy Brands tem para oferecer a estes clientes?
TC | Exatamente essa multidisciplinaridade, a agilidade, uma boa relação custo/benefício, a integração das soluções, a gestão qualificada dos projetos e ter um único interlocutor. Tudo isto faz com que os nossos clientes ganhem tempo e dinheiro! Eles sabem que temos para eles uma proposta de valor acrescentado, por isso querem trabalhar connosco.
Independentemente da dimensão de cada cliente, acredito que aquilo que nos torna atrativos, para além da qualidade do nosso trabalho, é a relação de proximidade e a parceria que mantemos com todos eles. Só estando muito próximo dos clientes conseguimos perceber os problemas e desenhar as melhores soluções. Não acredito em relações à distância. 

Briefing | O desempenho financeiro da agência mostra que é possível vingar em anos de crise. Qual a receita do sucesso?
TC | Sim, tivemos um 2011 completamente em contraciclo de quase todos os negócios em Portugal. Num ano mau para a maioria das empresas, conseguimos aumentar a nossa faturação para 2,2 milhões de euros, conquistar novos clientes, gerar novos negócios. A receita é muito trabalho, pensamento estratégico, sermos proativos e ter uma equipa de profissionais inteiramente dedicada a esta causa: a felicidade dos nossos clientes e das suas marcas.

Briefing | Como se torna uma marca happy se o contexto é de retração do consumo?
TC | A crise traz novas oportunidades e nós temos tido bons exemplos de como ela tem sido potenciadora de novos negócios. Embora haja retração do consumo, há é uma inversão de valores na filosofia das próprias marcas e dos consumidores. A ostentação deu lugar à racionalidade e o dinheiro “fácil” está cada vez mais “caro” e longe dos consumidores equilibrados e com bom senso. Por outro lado, as marcas não podem nem querem parar de comunicar, fazem-no é de uma maneira diferente e mais otimizada. Há também uma efetiva transferência de budgets da dita publicidade tradicional dos mass media – aliás reconhecidamente pouco eficaz para muitos produtos e serviços – para áreas de negócio mais “cirúrgicas”, mensuráveis, que requerem menos investimento e indiscutivelmente mais próximas dos consumidores finais, como sejam ativação de marca, digital, promoções, ponto de venda, relações públicas. Estas áreas crescem todos os dias e nós estamos em todas elas com uma oferta qualificada e transversal de serviços.
O contexto é de facto mau para a maioria das marcas, mas estas alturas servem também para as marcas se reposicionarem, repensarem nos seus valores, reinventarem-se e fazerem valer as suas qualidades mais genuínas. Estamos numa altura boa para as marcas avaliarem a sua felicidade e a felicidade dos seus consumidores. A realidade é que enquanto uns choram, outros aproveitam para vender lenços. Sempre foi assim!

Briefing | Perspetivas para 2012: novos clientes, novos projetos?
TC | A nossa grande preocupação é a manutenção do elevado nível de serviços que prestamos e que são muito valorizados pelos nossos atuais clientes. Por outro lado queremos manter e se possível melhorar a equipa que temos e que conta já com 12 profissionais. Queremos obviamente manter todos os atuais clientes e ganhar outros. Temos a responsabilidade de lhes oferecer soluções e negócios inteligentes, que lhes tragam mais vendas e mais lucros.
Como sabemos que a “sorte” é uma coisa que dá muito trabalho, vamos contar com ela desenvolvendo muito e bom trabalho. Esse é o foco para 2012, e já começou muito bem, pelo menos esses são os indicadores do 1º trimestre!

Fonte: Briefing

Segunda-feira, 30 Abril 2012 12:13


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