Aberto ao PÚBLICO

Aberto ao PÚBLICO

Porque acreditam que o despedimento coletivo no Público afeta a identidade e sustentabilidade do projeto enquanto publicação de referência, quatro jornalistas do diário estão a organizar a mostra “Aberto ao PÚBLICO”. Trata-se de uma venda de objetos que acompanharam a história do jornal. Esta quinta-feira, na Casa da Imprensa, em Lisboa.

Ao Briefing, os organizadores da mostra – que não foram despedidos, mas contestam a decisão – explicaram que decidiram avançar com a iniciativa para “não deixar cair no esquecimento o que está a acontecer”. E, ao mesmo tempo, para aproximar dois mundos – o do trabalho jornalístico e o dos leitores – pois acreditam que “continua a existir um hiato demasiado profundo”. Esta mostra pretende, assim, retratar a importância do que fazem os jornalistas, “como contributo para uma sociedade informada”.

Assim, e porque “é preciso preservar os fundamentos que estiveram na origem do PÚBLICO e aproximá-lo dos leitores e da sociedade”, a exposição pretende retratar o que o diário representa e representou em momentos marcantes da história.

Daí que estejam patentes, por exemplo, os números do jornal que nunca chegaram a ser publicados, o primeiro portátil utilizado pela redação na década de 90, e prémios que o PÚBLICO foi recebendo ao longo da sua existência.

A mostra contempla ainda peças de elevado valor simbólico, recolhidas no terreno por jornalistas, como um casaco que pertencia ao exército de Saddam Hussein, cartas com denúncias anónimas, arquivos históricos ou fotografias com figuras marcantes da História mundial que foram entrevistados pelos jornalistas do PÚBLICO.

Haverá igualmente alguns objetos para venda, que representam vivências dos profissionais do PÚBLICO, seja ilustrações, maquetes, autógrafos de personalidades internacionais, entre outros. À venda estarão também exemplares de livros escritos por jornalistas e ex-jornalistas do diário.

Para já, o grupo está dedicado a esta iniciativa, mas não desistirá de fazer chegar a mensagem “a quem mais importa”: aos trabalhadores e aos leitores do jornal.

Fonte: Briefing

Terça-feira, 30 Outubro 2012 11:42


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