2013: “Estaleca será o ingrediente que fará a diferença”

2013: “Estaleca será o ingrediente que fará a diferença”

Estaleca. Eis uma palavra que rima com 2013 na ótica do ceo da DraftFCB. Mais do que criatividade, estaleca é o “ingrediente que fará toda a diferença”. Mas há outras: emigração e medo, por exemplo, para descobrir no artigo que Luís Silva Dias escreveu para o Briefing.

“Algumas palavras que me ‘rimam’ com 2013:

Emigração.
Muitos, cada vez mais, profissionais (também desta nossa indústria) estão a escolher ‘experimentar lá fora’ ….
Vai continuar, vai aumentar, vai desesperar. As portas abriram-se de vez e vamos ter que saber manter os nossos melhores. Para já, eles estão a sair todos os dias.
Ainda assim há razões para ter esperança – apesar da dor e frustração que se devem sentir por ter que deixar o próprio país para poder ter acesso a uma vida como ela deve ser – se Portugal souber merecer receber toda esta gente de volta dentro de alguns anos (poucos, espera-se), que fantástico banho de mundo que vamos apanhar! Que bem que nos vai fazer este oxigénio de portugueses de todo o planeta! Ainda por cima é uma vocação antiga, já há longos anos por cumprir.

Tecnologia.
Google x Apple x Microsoft x Facebook x quem vier de novo e venha por bem.
À volta do solomo (social, local, mobile) a guerra da tecnologia vai aumentar de tom até um vencedor (ou vencedores) final. Espera-se que, como na maioria das vezes, seja o consumidor a aproveitar mais. Mas, até lá, a confusão vai reinar.

Ética.
Quando a vida aperta, as decisões têm outro custo… Na vida como nos negócios. É aqui que se separa o trigo…

Estaleca.
Parece-me melhor expressão do que ‘criatividade’. ‘Criatividade’ já se tornou numa palavra corrente, demasiado fácil de usar.
Estaleca. É o ingrediente que (como sempre aconteceu) fará toda a diferença. Toda.

Medo.
Já não há paciência para trabalhar com tanto tacticismo. Há algumas semanas tentei contar os mupis em Lisboa que não apresentassem algarismos (leia-se descontos, reduções, preços – incríveis ou ‘por apenas’ – ou simplesmente datas). Em 3 avenidas, 1 só anuncio e era de uma série de TV. Não será melhor trabalhar para dar valor às marcas ao invés de trabalhar para retirar valor aos produtos? Os que fazem diferente ganham mais e mais vezes. Medo de quê?

Manufactura.
Feito à mão é outra coisa. Melhor ou pior? Muita gente vai voltar a sujar as mãos. Como quando passaram a ser gente. Assim se está a passar na comunicação. E, até agora, ainda bem!

Valor.
Do tempo, das coisas boas da vida, daquilo que nos aborrece, de tudo. Saber o valor e viver de acordo é essencial.

Media.
Less is more?
Tenho para mim que negócios que não produzem um lucro não são negócios. Serão outra coisa, nada contra desde que assumido e elevado. Mas a media em Portugal está a atravessar uma fase de grande tensão. Gostaria que a parte que diz respeito ao ‘negócio’ ajudasse a dar um foco a todo o resto.

Mesmo.
Mais.

Dinheiro.
Menos.

Crédito.
Voltaremos a ter. E com ele, novamente uma economia.
As grandes empresas já vão tendo, os bancos lá para o calor e este grande empreendimento que é o Estado português, em Setembro. A questão é se, como povo, já aprendemos o suficiente para o saber manter (e para que serve, já agora).

Saudinha.
Espero que muita, para todos. Também para os eleitores alemães”.

Luís Silva Dias, ceo da DraftFcb

Este texto foi escrito segundo as normas anteriores ao atual acordo ortográfico.

Fonte: Briefing

Quarta-feira, 02 Janeiro 2013 09:39


PUB

PUB

2050.Briefing

À Escolha do Consumidor