Happy Conference: investir na cultura empresarial

 Happy Conference: investir na cultura empresarial

“Cada organização deverá investir numa cultura que a defina, que a distinga dos demais, para que os colaboradores se sintam parte integrante da organização. É através da cultura empresarial que há identificação e interação entres as equipas, o que resulta num maior empenho, conhecimento e desenvolvimento das organizações”, afirma Sara do Ó Meneses e Castro, ceo do grupo Your, a propósito da última edição da Happy Conference, que se realizou na semana passada, em Lisboa.

O grupo foi um dos patrocinadores da conferência e a sua principal responsável em Portugal justifica assim este apoio: “É uma iniciativa focada nas áreas vitais para o funcionamento de qualquer organização que promove, acima de tudo, práticas eficazes no desempenho individuais e coletivos como forma de alcançar o sucesso, e de, através dele, a felicidade. Portugal precisa de mais iniciativas desta índole, que cultivem a ambição de ser melhor, todos os dias”.

Briefing | Esta edição da Happy Conference teve como mote Execução e Produtividade para Resultados Extraordinários. No seu entendimento, como é que a arte de executar ou “fazer acontecer” pode ser uma fonte de realização, satisfação?
Sara do Ó Meneses e Castro | A arte de (bem) executar é a satisfação máxima que se pode obter em termos profissionais, especialmente em ambientes com brio profissional e em que o ‘fazer’ bem é valorizado. Quando se desempenha uma tarefa com sucesso dentro de uma organização, existe um sentimento de ‘missão cumprida’ que deverá resultar num reconhecimento e satisfação individual essencial para que os colaboradores se sintam capazes e motivados para prosseguir na execução dos objetivos delineados e, sobretudo, para que procurem ser extraordinários no desempenho da sua atividade.

Briefing | Concorda com o Ram Charan quando refere que “70% of strategic failures come from poor execution of leadership; it’s rarely for lack of smarts or vision.” A Execução é de facto o desafio n.º1 de um líder?
SOMC | Defendo que sim. Para se ser um bom líder não basta indicar o caminho, ou defini-lo, é preciso fazê-lo com base numa estratégia de execução que envolva todo o capital humano da organização. Um bom líder sabe motivar a que todos façam ou executem o que está definido. Além do carisma e da visão inerentes a uma posição de liderança, o líder precisa de definir uma estratégia de execução que passe pela responsabilização e que defina prioridades individuais e de equipa, com prazos e metas faseadas, que vão sendo ajustadas, ao longo do tempo, ao quotidiano das organizações.

Briefing | Num contexto como o atual, complexo e imprevisível, onde somos constantemente confrontados com excessos de informação e estímulos dispersos, como é que procura alinhar as suas pessoas e equipas? Focá-las na execução estratégica e na prossecução dos objetivos críticos?
SOMC | O foco é essencial, e nós, temo-lo muito bem definido: resultados. Todos os colaboradores sabem onde a empresa quer estar e qual a nossa meta. Alinhados os objetivos, há uma condição para que os colaboradores se possam focar, o bem-estar. Ter um bom ambiente de trabalho, que promove a interação, a partilha, a troca de ideias e que mobiliza todo o capital humano.

Briefing | Na sua opinião quais são as principais barreiras à produtividade de pessoas, equipas e organizações?
SOMC | As principais barreiras são a má gestão do tempo, a falta de motivação dos colaboradores e a fraca aposta em tecnologia. Muitas vezes renegada para segundo plano, a tecnologia contribui para que os processos sejam mais ágeis (melhor gestão de tempo) e para que as pessoas se possam empenhar nas operações em que o contributo intelectual é vital. Por outro lado, é absolutamente vital liderar e motivar os colaboradores, porque a satisfação do indivíduo enquanto profissional, tem repercussões proporcionais na sua performance diária.

Briefing | Se tivesse de eleger um princípio, uma metodologia ou prática que na sua opinião é essencial para a criação de uma cultura de execução e produtividade no grupo Your qual é que elegeria?

SOMC | A cultura empresarial. Cada organização deverá investir numa cultura que a defina, que a distinga dos demais, para que os colaboradores se sintam parte integrante da organização. É através da cultura empresarial que há identificação e interação entres as equipas, o que resulta num maior empenho, conhecimento e desenvolvimento das organizações. Acredito genuinamente que quanto mais felizes e unidas forem as equipas, melhor será a eficácia na implementação de qualquer projeto.

Briefing | O que leva o grupo Your a apoiar uma iniciativa como a Happy Conference?
SOMC | Somos verdadeiramente crentes no que a Happy Conference nos pode trazer. Sempre que surge a oportunidade, apoiamos projetos diferenciadores que cultivem o espírito de vencedor tão essencial na conjuntura atual. O facto de ser um projeto português que capta os melhores oradores a nível mundial para o nosso país é, por si só, motivo para apoiarmos a Happy Conference. Por outro lado, é uma iniciativa focada nas áreas vitais para o funcionamento de qualquer organização que promove, acima de tudo, práticas eficazes no desempenho individuais e coletivos como forma de alcançar o sucesso, e de, através dele, a felicidade. Portugal precisa de mais iniciativas desta índole, que cultivem a ambição de ser melhor, todos os dias.

Fonte: Briefing

Segunda-feira, 25 Março 2013 13:08


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