Time Out: a maturidade na idade da primária

A revista Time Out Lisboa comemora hoje seis anos. E, nas palavras do diretor, João Cepeda, ao Briefing, atingiu a maturidade na idade da primária. Porquê? “Mostrámos que era possível tornar uma atitude irreverente, provocadora e criativa num fator rentável e que tem até criado escola nos media nacionais”.

E tal como marcou o panorama dos media a Time Out também quer marcar “definitivamente” a cidade e o sector: daí que hoje aconteça o lançamento simbólico da primeira pedra do projeto que a revista vai alicerçar no Mercado da Ribeira. A concessão da Câmara Municipal de Lisboa, que permite a gestão do primeiro piso e de parte do piso térreo (onde se manterão os comerciantes), vai finalmente entrar em obras.

E em 2014, diz João Cepeda, ali se erguerá uma revista a 3D, uma montra do que de melhor se faz na cidade, à semelhança da Time Out em papel. Em vez de lerem sobre as novidades, as pessoas vão poder experimentar, ver, tocar, ouvir, provar. “Tudo o que cabe na revista vai caber nesse espaço”, sintetiza.

As novidades não se ficam por aqui. O diretor não as revela já, mas promete que a nível editorial haverá mais Time Out para ler. O que está a levar ao reforço da equipa, com a contratação de jornalistas. É o caso de Ricardo Dias Felner, ex-jornalista do Público e, até agora, da Sábado, que será o novo diretor adjunto. Um movimento em contracorrente com o setor, mas – diz João Cepeda ao Briefing – andar em contracorrente é o que a Time Out sempre tem feito.

Estes projetos são possíveis porque – explica – a estratégia foi crescer mas crescer devagar: “Sempre fomos espartanos nos gastos e humildes na forma de gerir o negócio”. O resultado é que “hoje já ninguém se questiona se a revista vai resultar, porque resultou”.

Mais: a edição de Lisboa foi considerada a melhor a nível internacional pelo grupo Time Out.

A tiragem é de 13 mil exemplares semanais, mas João Cepeda garante que a preocupação nunca foi ter uma “revista de quantidade”, mas sim ser um nicho de valor para uma comunidade de leitores.

Em matéria de negócio já não é, porém, um nicho: a Time Out tem continuado a atrair publicidade, não obstante os auspícios negativos. Não é que os resultados sejam extraordinários, mas “na batalha pela estabilidade” a revista tem sido campeã. Tem sido preciso trabalhar mais, mas o negócio nunca foi posto em causa, conclui João Cepeda em dia de aniversário.

fs@briefing.pt

Sexta-feira, 27 Setembro 2013 12:10


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