Um cartão de débito chamado Occupy Wall Street

Dois anos depois de ter nascido, o movimento Occupy Wall Street está a ser associado a um cartão de débito e a ideia é tornar o Occupy numa marca de serviços financeiros destinada a pessoas que não têm possibilidades de ter uma conta bancária. Mas, como conta o New York Times (NYT), o assunto não é pacífico.

Um professor de Direito da universidade de Corwell, um antigo diretor do Deutsche Bank e um antigo diplomata britânico estão por trás da ideia do Occupy Card, criado para servir as pessoas que não têm contas bancárias.

O cartão é lançado pela Occupy Money Cooperative, que, no dia 17 de setembro, data do segundo aniversário do movimento Occupy, começou a angariar dinheiro para pagar as despesas iniciais com a operação de lançamento. O site convida os visitantes a “juntarem-se à revolução” sugerindo que a sua utilização pode significar um ato de protesto.

Mas o NYT afirma que nem todos os que estão associados ao movimento Occupy concordam com este aproveitamento enquanto marca de serviços financeiros. Citado no jornal, Bill Dobbs, um dos primeiros a aderir ao Occupy Wall Street, afirma que “muito sangue, suor e lágrimas foi gasto no Occupy para que tudo isso agora se transforme num pedaço de plástico”.

Carne Ross, o antigo diplomata britânico que é um dos criadores da ideia do cartão, disse ao jornal que não haverá lucros com esta operação. “Assim que forem angariados 900 mil dólares o cartão ficará disponível para todos aqueles que o desejem subscrever no site. A única receita que queremos é tornar as coisas sustentáveis e eventualmente expandir os serviços que podemos prestar”, afirma.

Apesar destas garantias, alguns militantes consideram abusivo o uso do termo “Occupy Card” pois isso pode querer dizer que o projeto foi aprovado pelo movimento no seu todo, o que não é o caso.

briefing@briefing.pt

Terça-feira, 01 Outubro 2013 10:55


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