Os detetives dos virais (com vídeo)

Separar o trigo do joio é a missão da Storyful, uma empresa que ajuda os media a descobrirem se os vídeos colocados na internet são ou não reais. O The Wall Street Journal, o New York Times, a Reuters , a Bloomberg e o Google já recorrem aos seus serviços.

Um dos últimos casos em que a empresa apoiou jornalistas foi o dos atentados ocorridos durante a maratona de Boston. Citado num artigo publicado no site da NPR, o editor executivo da empresa, David Clinch, recorda que todos os meios estavam a usar um vídeo de uma mulher a correr numa avenida com uma câmera GoPro instalada na sua cabeça.

Para verificar a sua veracidade, a Storyful teve de encontrar a fonte. Tinha sido colocado através de uma conta do YouTube sem detalhes pessoais. Procuraram então no Twitter para ver quem tinha partilhado o vídeo. Encontraram uma conta com o username usado no YouTube que relacionaram com uma conta no Pinterest, que estava ligada a uma conta no Facebook.

Depois, verificaram se o nome associado a essa conta estava na lista de participantes na maratona. Encontraram uma pessoa que tinha parado de correr exatamente no local de onde se via a explosão filmada no vídeo. Finalmente, pegaram no telefone e confirmaram toda a história.

Para além de trabalhar com os media, a empresa também presta serviços às pessoas que querem fazer chegar os seus vídeos aos meios de comunicação social. O objetivo é que as pessoas sejam pagas pelo que filmam e criar uma situação win-win-win “em que todas as partes ganham”, refere Clinch.

briefing@briefing.pt

Quinta-feira, 03 Outubro 2013 11:52


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