Gourmet low-cost? A 9 explica

Frederico Roquette, CEO 9 The Creative Shop “Somos aquilo a que chamamos “gourmet low-cost””. Esta é uma das razões apontadas por Frederico Roquette para distinguir a 9 The Creative Shop da concorrência. Em entrevista ao Briefing, o CEO e diretor criativo da agência fala das novas contas que ganharam em 2013, das perspetivas para 2014 e de como a crise se tornou numa grande oportunidade.

Briefing | Como foi o ano para a 9 The Creative Shop?

Frederico Roquette | Custa-me dizer, com tantos negócios e profissionais próximos de nós a sofrer com a crise que atravessamos, mas a verdade é que o ano de 2013 foi excelente para a 9. Ganhámos cerca de 6 novas contas e implementámos projetos muito relevantes para os nossos clientes.

Briefing | Quais as perspetivas para 2014?

FR | Reforçámos quer a carteira de clientes quer a equipa da agência, para responder com o alto nível de qualidade a que nos obrigamos. Manter e aumentar, diariamente, esse nível de qualidade de resposta é o grande objectivo para o ano que vem. Com o Banco Santander Totta de volta à 9, a entrada da Orangina Schweppes (TriNa, Joi, Sunny Delight), UCI, GS1 Portugal, Credibom, Amarguinha, entre outros, estamos a investir muito na qualidade criativa e no desenvolvimento das nossas capacidades dentro de novos suportes para além dos tradicionais, como é o caso do digital.

Briefing | Como é que a agência se distingue da concorrência?

FR | Com base no feedback que temos de alguns clientes, por 4 razões:

Disponibilidade: Estamos sempre lá quando as oportunidades aparecem aos nossos clientes. Com flexibilidade e sem processos burocráticos, antiquados e ultrapassados. Um valor que, parecendo superficial, se pode tornar essencial em tempo de crise.

Proximidade: Nunca ficamos parados à espera de um projeto. Queremos estar sempre dentro dos planos e projetos do nosso cliente, dia-a-dia. E assim contribuir ativamente para o seu crescimento a todos os níveis, não só de comunicação mas também no desenvolvimento de produtos, na gestão interna e em tudo que possa envolver criatividade.

Competitividade: Somos aquilo a que chamamos “Gourmet Low-cost”, ao retirarmos da 9 na sua criação, o “excesso de gordura” das agências tradicionais, conseguimos oferecer custos competitivos, sem cortar na qualidade das equipas.

Coerência: Temos uma equipa “treinada” e preparada para trabalhar de forma coerente todos os suportes de comunicação above, below e online para que as campanhas ganhem força, equidade criativa e se tornem inovadoras.

Briefing | A crise no sector foi uma oportunidade ou uma fatalidade?

FR | Para nós foi, sem dúvida, uma grande oportunidade. Não foi uma questão de sorte ou de acaso, foi mesmo uma questão estratégica. Sabemos bem que o nosso modelo revoluciona o conceito de agência no formato e nos custos, tornando as crises uma época muito mais fácil de penetrar em segmentos que muitas vezes estão, por inércia da estabilidade financeira, fechados à experimentação de novos métodos. No fundo, os clientes perdem um certo “snobismo” dentro do sistema comum da escolha de agência e passam a considerar as alternativas interessantes.

Briefing | Porque é que a agência “está em contraciclo desde 1999”, como se diz no site?

FR | Porque ao nascermos no seio de uma crise (98/99) acabámos por criar alguma imunidade a estes ciclos económicos desfavoráveis, sabemos reagir e até ajudar os nossos clientes a ultrapassar estas fases. Todos os anos de crise crescemos, este ano foi talvez o ano de maior crescimento. Mas também porque, ao inovarmos e evoluirmos o conceito de agência, acabamos por andar ao contrário da concorrência.

Briefing | Que projetos é que tem na área da internacionalização?

FR | Ora aqui está um bom exemplo de contraciclo da 9, no auge da crise tudo pedalou para Angola, nós ficámos a cimentar relações em Portugal com clientes que estavam realmente a precisar de ajuda das suas agências nessa altura. Pedalámos na direção oposta e deu frutos.

hs@briefing.pt

Sexta-feira, 20 Dezembro 2013 09:27


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