Fazer a diferença com um casting

Um casting para uma capa de um livro? É verdade, está a decorrer em Portugal e a responsável é a editora Saída de Emergência, que vai lançar a edição portuguesa de “Paixão sem limites”, descrito como as “50 sombras de Grey” para jovens adultos. O editor António Vilaça Pacheco conta ao Briefing como é que surgiu a ideia e porque é procura criara capas diferentes nos livros desta coleção.

Briefing | Castings para a capa de um livro não é uma ideia muito habitual. Porque é que a decidiram lançar?

António Vilaça Pacheco | Tanto quanto sei, até hoje não foi feito. É uma ideia nova. Na verdade, uma das coisas boas de ser editor é poder criar coisas novas, conceitos novos… experimentar. Temos uma grande expetativa para este livro, é um sucesso mundial e queríamos fazer algo diferente. Envolver o público alvo na decisão, aproximarmo-nos dele de outra forma.

Briefing | Como é que ela surgiu?

AVP | A ideia surgiu há 3 anos, quando vivia em frente a uma escola e todos os dias me cruzava com o público alvo de alguns dos meus livros. De repente pensei: “quantas destas raparigas gostariam de ser capa de um livro?” “até que ponto isso criaria um laço maior e um envolvimento maior com um novo sucesso literário?” Entretanto amadureci a ideia. E agora, encontrei o livro perfeito para o fazer.

Briefing | Que objetivos é que pretendem alcançar com esta ação e que retorno é que ela pode ter?

AVP | Acho que o retorno será conseguir marcar diferença. Não há mais nenhum livro com uma rapariga portuguesa na capa, linda, e em tudo semelhante à personagem principal do livro. Procuro criar uma linha de capas diferente nesta coleção e pretendo fazer o mesmo para os outros livros da coleção. Creio que o retorno é poder mediatizar de outra forma, entrar nas redes sociais, ter centenas ou milhares de candidatas e candidatos para os próximos livros. A história é super-cativante para esta faixa etária (16-35). É um livro sensual, jovem, irreverente, e muito atual para os nossos jovens. Tenho a certeza que todos os jovens se identificam com os problemas e dilemas dos personagens principais. É algo transversal a toda a sociedade ocidental e muito bem escrito.

Briefing | Como é que divulgaram esta operação? Lançaram algum prémio?

AVP | Estamos no processo de divulgação. Usamos todos os media ao nosso alcance. Imprensa, rádio, redes sociais e internet no geral. Temos um prémio, sim. Mas acho que o verdadeiro apelo para a vencedora será ser a capa de um livro. É algo que só se faz uma vez na vida e que podemos mostrar com orgulho. Não é uma foto numa revista. É a capa de um livro. Que terá milhares de exemplares vendidos. Mas para além desse prémio, ficam as fotos com um fotógrafo profissional e ainda um mimo: bilhetes de oferta para um festival de verão.

Briefing | Quantos candidatas é que se apresentaram?

AVP | Até ao momento creio que estamos na casa das duas centenas… e a aumentar.

Briefing | Surpreender é essencial para a consolidação de uma marca no sector livreiro?

AVP | Por vezes é importante surpreender. Criar algo novo dá-nos alento e dá também alento ao setor livreiro. É contagiante sentirmos todos que não estamos parados no tempo. Que temos ideias novas e que fazemos parte de uma coisa dinâmica. Cada livro é uma novidade, mas é importante também inovar na promoção dos livros. É o que acredito.

hs@briefing.pt

Sexta-feira, 28 Março 2014 10:46


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