Fazer, fazer e fazer. É a ambição da Jack the Maker

Fazer, fazer e fazer. É ambição da Jack the Maker“Fazer, fazer coisas, fazer soluções, fazer”. É esta a ambição do laboratório criativo fundado por Tiago Alvorão e Vasco Barbosa e que dá pelo nome de Jack the Maker. Portugueses a trabalhar no Brasil, emprestaram a criatividade ao Rock in Rio, no Rio de Janeiro, numa experiência de realidade virtual. Ter a capacidade de produzir o que pensam é o objetivo, até porque não querem ser aquilo a que chamam uma “produtora elegante”.

Briefing | Como surge a Jack the Maker?

Tiago Alvorão/ Vasco Barbosa | A Jack the Maker surge de um encontro entre um diretor criativo com demasiadas ideias na cabeça que não tinha ninguém para as concretizar e um criativo tecnológico cheio de vontade de fazer coisas diferentes. Num almoço com outros criativos, com os mesmos problemas surgiu a ideia de criar um Laboratório Criativo, um sítio onde os criativos podiam tirar as ideias “impossíveis” da gaveta e lhes pudessem dar forma. No nosso caminho descobrimos que o nosso desafio pessoal era um desafio transversal às agências e internacional, fomos descobrindo que em todo o mundo há ideias em “gavetas” que ninguém pode/quer/sabe fazer e é aí que surge a Jack the Maker – para abrir essas gavetas.

Briefing | Mas porquê “Jack the Maker”?

TA/VB | Jack the Maker surge com o fazer, fazer coisas, fazer soluções, fazer. A nossa essência é maker, todos os nossos projetos começam com um protótipo (que tem um custo, que é diluído no projeto se se conseguir vender o projeto).

Nós vivemos do fazer, mesmo quando estamos parados estamos a fazer coisas para nós próprios, sem o interesse comercial da coisa, são experiências tecnológicas que nem sempre têm expressão financeira, mas que nós fazemos, porque é isso que os Makers fazem… Fazer coisas!

Briefing | Qual a estratégia da agência?

TA/VB | Antes de mais nós não somos uma agência, nem concorremos nesse mercado. Nós somos um laboratório criativo que pode trabalhar com qualquer entidade que tenha um desafio Criativo e/ou de Marketing. Nós também construímos coisas, mas o nosso core business é sermos Solution Providers. As Agências/Clientes têm muitas vezes ideias excecionais, o que falta, por vezes, é quem as valide e concretize, e para isso estamos cá nós.

A nossa estratégia é estarmos prontos para recebermos um email ou um telefonema quando uma ideia tecnológica está perto de ser dada como perdida, porque nós tipicamente conseguimos concretizá-la e se não for de todo possível, conseguimos explicar ao cliente com clareza porquê e para onde é que ele deve ir para conseguir resultados idênticos.

Briefing | A Jack the Maker disponibiliza soluções em realidade virtual. Como podem as marcas beneficiar desta ferramenta?

TA/VB | A nossa proposta de realidade virtual é pôr o cliente em sítios onde geralmente ele não está. (fórmula 1 — boxe, futebol – balneário, concerto – backstage). Não fazemos realidade virtual porque é o tema do momento, tem que fazer sentido e levar quem experimenta a querer descobrir mais. O que foi feito no Rock ir Rio foi isso mesmo: Colocámos os Vips do Rock in Rio – Rio de Janeiro no palco com os artistas em tempo real em 360 graus. Demos sentido ao que é estar em palco com uma multidão pela frente. Mas não queremos ficar por aqui – A realidade virtual é um novo mundo que queremos explorar.

Briefing | A Jack the Maker foi contratada pela organização do Rock in Rio – Rio de Janeiro. O que significa para a agência portuguesa marcar presença num evento desta dimensão?

TA/VB | O RIR é uma grande montra internacional. Quando recebemos este convite da organização ficámos muito surpreendidos. Quando lá chegámos ficámos ainda mais surpreendidos por perceber que a equipe portuguesa dentro deste evento internacional é gigante especialmente nos cargos mais altos. Para nós foi a oportunidade perfeita para nos dar a conhecer no marcado brasileiro e para demonstrar a nossa solução de VR num campo de batalha duro e exigente. Neste momento estamos negociar mais coisas para além da realidade virtual, o que nos faz parecer que o RIR ficou bastante satisfeito com a nossa performance.

Briefing | Quais as diferenças na comunicação do mercado brasileiro?

TA/VB | É o sotaque: o “pensando” e o “fazendo”.

Briefing | É uma colaboração a repetir? Será replicada na edição do Rock in Rio Lisboa?

TA/VB | Estamos ainda a negociar, live 360 está em cima da mesa, mas vamos com certeza ter mais presença noutras soluções e experiências tecnológicas.

Briefing | Que marcas já experienciaram o trabalho da Jack the Maker?

TA/VB | Bom, até a data, já fizemos protótipos de produtos para a SARAVAH RIO, AKQA SP, DENTSU SP, McCann, BBDO, entre outros. Atualmente estamos a fazer trabalhos em Nova Iorque, Madrid, Berlim, São Paulo, Rio de Janeiro e Lisboa, mas estão e chegar pedidos de todo o mundo.

Briefing | Quais os mercados no horizonte da agência?

TA/VB | Nós não queremos ser uma produtora elegante. Queremos ter a capacidade de produzir o que pensamos, e é essa junção que propomos vender. A Jack the Maker quer ser um laboratório criativo internacional, queremos focar na qualidade do trabalho e não na localidade do trabalho. Como laboratório estamos abertos a desenvolver parcerias com criativos e makers espalhados pelo mundo.

Queremos muito fazer e dar a quem experimenta alegria e novas emoções. Como makers não estamos fechados ao digital e abraçamos o analógico, o mecânico e todos os mixes que daí podem vir. Daí que a nossa visão de mercados não seja fechada, aliás é bastante aberta.

sb@briefing.pt 

Quinta-feira, 28 Janeiro 2016 12:54


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