Cannes: estará a criatividade a mudar? Para o Nuno, o sinal é “ténue”

O festival de publicidade Cannes Lions terminou com o melhor desempenho dos últimos cinco anos para as agências portuguesas. Isto porque, entre os oito leões, há um de ouro. É d’O Escritório, a responsável por terminar com o interregno. Mas será que a criatividade está a mudar? Para o cofundador da agência, Nuno Jerónimo, trata-se de um sinal demasiado ténue para fazer projeções.

“Sabem muitíssimo bem porque premeiam um trabalho que teve um grande impacto e reconhecimento além-fronteiras”, é assim que Nuno Jerónimo reflete sobre o desempenho da agência, que conquistou um ouro e uma prata. Um resultado que tem “um sabor adicional” por se tratarem do terceiro e quarto leões que a agência conquista em cinco anos de existência – “o que entendemos como um sinal de que o nosso trabalho está no patamar que pretendemos”, comenta.

Responsável por trazer o ouro de volta a Portugal, a agência espera que este feito signifique o regresso da indústria criativa portuguesa às “boas ideias de comunicação, premiada ao nível das melhores do mundo”. “É muito bom sinal para o nosso mercado ter havido várias agências a ganharem leões e até a chegarem à shortlist. Mas os prémios valem o que valem”.

Mas a agência não se “agarra” aos prémios e não espera um retorno muito diferente daquele que tem tido nos últimos anos. “Felizmente os clientes têm-nos procurado graças ao trabalho que vamos colocando na rua”, adianta Nuno Jerónimo.

Foi com o projeto “Instruções de Segurança”, criado para a Emirates no âmbito do patrocínio ao SLB, que O Escritório trouxe dois leões. Um trabalho que “não começou como uma campanha, mas sim como uma ação isolada que revelou potencial para se tornar numa campanha global e que já foi replicada no Estádio do Hamburgo, na final do ICC World Twenty20 (cricket) na Índia, e num jogo de basebol no Estádio dos LA Dodgers”.

Com as visualizações e partilhas online alcançadas aquando a divulgação desta ação, a equipa já calculava que este trabalho pudesse fazer “boa figura” no festival. No entanto, não se esperava um leão de ouro, confessa Nuno. “Foi uma agradável surpresa, mas o maior prémio que este trabalho conquistou foi a expressão que teve a nível global”.

Sobre a participação portuguesa, diz Nuno Jerónimo que “é um sinal demasiado ténue para fazer projeções, mas esperamos que seja sinal de retoma”.

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Quarta-feira, 06 Julho 2016 12:32


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