A Marketing Marathon começou com a revolução de conteúdos

É com a revolução de conteúdos que a Marketing Marathon arranca para a edição que, este ano, sob o mote “The New Creative Revolution”, decorre de hoje a quarta-feira, no Auditório da Microsoft, em Lisboa. A forma como se comunica é o denominador comum nas intervenções dos oradores convidados.

Para este primeiro dia, a Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing (APPM) convidou Konstantin Arnold, da Vice; Ricardo Lopes, da Cool & Vintage; Susana Coerver, da Parfois; Joah Santos, da Nylon; e Francisco Rebelo de Andrade, do Lisb-ON.

Kostantin Arnold, jornalista freelancer, começa por partilhar com a audiência a sua paixão de escrever. Numa perspetiva de “one man show”, onde ele próprio é o produto, é na abordagem e no estilo com que comunica que, diz, está o “segredo”. “Não é pelo que fazes, é como o fazes”, afirma. Isto porque, “se o fizeres com a tua abordagem e o teu estilo não és substituível”.

Ricardo Lopes, da Cool & Vintage, partilha da visão de Konstantin, afirmando que o que interessa “é a ideia e a maneira como se comunica”. Para isso, acredita que as marcas devem ser “fiéis a si próprias” e não se “desvirtuarem pelo lucro”. Fala assim sobre um mercado de nicho e sobre a criação de conteúdos numa perspetiva global – a marca portuguesa tem cerca de 90% da sua área de negócio a acontecer fora do país. “Quebrámos as regras do que era um carro (Land Rover) e foi isso que nos pôs nas bocas do mundo”.

Por sua vez, Susana Coerver, da Parfois, destaca a importância da criatividade na criação de conteúdos. Uma estratégia que a marca tem vindo a apostar, desenvolvendo ações destinadas a bloggers e imprensa internacional. Aposta essa que resulta “num grande volume de conteúdos”, levando mesmo a marca a afirmar que consegue ter uma maior audiência que um canal de TV.

Já Joah Santos, da Nylon, teve a missão de mostrar o lado das agências. E, olhando para as teorias de Marketing, extrai o que é importante para as marcas e a construção das mesmas. Defende que é preciso definir bem o negócio, alertando para o facto de que uma marca não está só a “vender” produtos, mas também um propósito e valores.

Por fim, Francisco Rebelo de Andrade, do Lisb-ON, revê os primeiros anos do festival que acontece no Parque Eduardo VII, refletindo sobre o que correu bem e o que correu mal. Também ele foca a relevância que os conteúdos têm, neste caso, para um festival que se quer diferenciar da oferta já existente. “A maneira como conseguimos criar engagement é sabendo qual é o nosso cliente e ser ‘client oriented’”.

A Briefing é media partner de mais esta edição da Maratona do Marketing. E no Facebook mostra-lhe excertos de algumas das intervenções, nomeadamente a de Joah Santos.{gallery}Marketing Marathon{/gallery}

briefing@briefing.pt

 

Segunda-feira, 10 Abril 2017 11:43


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