Armas de destruição criativa? O Mike deixa o alerta

“Somos prisioneiros na prisão do cérebro”. Foi assim que o fundador da Anomaly, Mike Byrne, começou a conferência de encerramento do terceiro Lisbon Advertising International Festival, ontem, ao final da tarde, em Lisboa. Um momento para alertar para o risco dos telemóveis e das redes sociais, que, disse, são tão aditivos como o álcool ou o tabaco.

 

Aos presentes no auditório da sede da EDP, deixou a sua visão sobre o estado atual da criatividade e da indústria publicitária. São quatro as paredes da prisão que mencionou: as armas de destruição massiva criativa, o nevoeiro de ideias, os padrões de comportamentos e o torpor confortável.

Entre as armas de destruição criativa incluiu os telemóveis, desafiando a mantê-los à distância. E deu o exemplo da Anomaly: no escritório de Nova Iorque, os telemóveis ficam fora de todas as reuniões.

Para desfazer o nevoeiro de ideias, convidou os criativos a irem sempre mais além, desafiando-os ainda a perturbarem o padrão de comportamentos a partir da consciência de que são pessoas únicas: “Lembrem-se da criança que existe em vocês”.

Finalmente, exortou a que se sintam confortáveis no desconforto, assumindo como lema “Meta de hoje – ser melhor amanhã”.

fs@briefing.pt

 

Sexta-feira, 21 Setembro 2018 11:04


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