Para o Pedro, retribuir faz parte da Baixa62

Oferta de refeições a pessoas carenciadas, contribuir para criar um espaço de lazer para a terceira idade ou sensibilizar para a necessidade de salvar os coalas. Estas foram algumas das causas a que a Baixa62 já se associou. Porque, segundo o diretor-geral, Pedro Valido, retribuir à sociedade é quase uma obrigação. “Faz parte de nós”, diz.

 

Marcas sem propósito? Para o diretor-geral da Baixa62, não fazem sentido. Pedro Valido entende que o propósito é fundamental para qualquer marca e que deve mesmo fazer parte do seu ADN. “É quase a justificação da existência”, comenta, sustentando que o consumidor valoriza mais as marcas e empresas que assumem causas. “São sensíveis às causas e identificam-se com elas, gerando goodwill para a marca”, nota. Como as recompensa? “Ficando no top of mind através da empatia criada”. “No momento da decisão da compra não é determinante, mas ajuda bastante”, adianta.

A empresa de comunicação e marketing com experiência em produção e ativação de marca sempre teve – diz – a preocupação de se aliar a causas, ao longo dos 27 anos que já leva de existência. “Associamo-nos a diversas causas que na altura, por uma questão de oportunidade, nos parecem relevantes e através das quais poderíamos, de alguma forma, contribuir para ajudar”. Foi o caso da oferta de refeições a pessoas carenciadas, voluntariado social e até da transformação de “uma velha cave num espaço de lazer para a terceira idade”. “E, neste caso, o engraçado, foi a forma como todos juntos nos envolvemos numa espécie de “Querido mudei a casa” [programa de decoração e design da TVI] independentemente da nossa função na empresa. No final, o sorriso daqueles idosos deu-nos muito mais do que nós tínhamos conseguido dar”, conta.

O objetivo, esse, é sempre o mesmo: ajudar. “Entendemos que quem lucra com a sua atividade tem a obrigação de canalizar uma parte desses lucros para ajudar alguém. É essa a nossa forma de estar”, partilha.

Foi precisamente com o fim de ajudar que a agência se juntou, no início deste ano, ao ilustrador Kepa para criar posters cuja venda revertia para a WWF Australia, Organização Não Governamental que presta apoio a animais. “Perante os fogos florestais que lavraram naquele continente, no fim do ano passado até o início de 2020, e que mataram ou desabrigaram muitos milhões de animais, entre eles coalas, e as imagens que víamos nos meios de comunicação sentimos de podíamos fazer alguma coisa”, revela. “Desafiamos o Kepa a produzir uma ilustração e assinar 1200 posters que enviámos para clientes, parceiros, amigos e até algumas figuras públicas, procurando sensibilizá-los a entrar no site da WWF Australia e contribuírem diretamente para esta causa”. E ainda que não saiba que frutos gerou a ação para a agência – uma vez que pouco depois “rebentou a pandemia e as prioridades mudaram” – a consciência está tranquila. “De qualquer forma, alguma coisa fizemos e temos a convicção que poderemos ter ajudado a salvar algumas dezenas de animais”, observa, adiantando que nos planos da agência voltar a associar-se a outras causas no futuro. “Faz parte de nós”, justifica.

Pedro Valido vê a retribuição à sociedade quase como uma “obrigação”. “Quem consegue ter sucesso pode partilhar uma pequena parte com os outros. É um princípio de vida”, justifica o CEO da agência que encara a valorização do que é nacional como um desígnio da empresa 100% nacional. “Valorizamos muito o que é nosso”, diz. E é através do know-how acumulado ao longo dos últimos 27 anos e do “profissionalismo” que dedicam aos projetos que lhe são confiados pode também ajudar os seus clientes a assumirem causas. Porque – declara: “as causas são a nossa paixão”.

O entusiasmo pelo propósito continua o mesmo, pese embora o contexto tenha mudado com o aparecimento da Covid-19. “Os valores e a missão da agência não mudam”, sustenta. Pedro Valido admite que a pandemia interferiu “de forma brutal” nos objetivos da empresa para este ano. “Fomos todos apanhados de surpresa num ano que tinha começado bastante bem e que de repente vimos tudo cancelado”, conta. Tiveram, pois, que ajustar a estratégia. E ainda que o contexto mude – e este ano mudou radicalmente – a ambição é sempre a mesma. Qual? Tornar-se uma referência nos eventos digitais. “Estamos a crescer dentro do digital, construímos um estúdio chroma, fizemos uma parceria com uma produtora que ocupa agora esse espaço e assinamos um contrato de parceria com uma empresa de desenvolvimento de software para ativações. Reforçamos também o departamento criativo e tornamo-nos autossuficientes para os eventos digitais”, remata.

briefing@briefing.pt

Quarta-feira, 25 Novembro 2020 12:50


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