Randstad quer um 2022 com mais relações. A Inês explica porquê

Relações e proximidade são palavras que surgem naturalmente em conversa com a Marketing and Communications Director da Randstad Portugal quando o tema é 2022. Este ano, explica Inês Veloso, o objetivo é reforçar a proximidade com clientes e candidatos da empresa de recursos humanos, num mercado em que as relações são essenciais e baseadas na confiança. Sempre com a experiência no centro da estratégia.

“#EstamosAqui” é a campanha com que a Randstad inicia o ano e que abre a porta das delegações da empresa de recursos humanos por todo o território nacional. O destaque será dado às principais funções em cada zona, às empresas que estão a recrutar e aos consultores e ao trabalho que desenvolvem. ”A campanha vai levar-nos para a estrada todo o ano”, conta a Marketing and Communications Director Randstad Portugal, Inês Veloso, num 2022 em que a empresa pretende reforçar a proximidade com os seus clientes e candidatos. “O mercado de trabalho é construído por relações, relações que exigem confiança e comunicação, relações que têm de ser humanas e próximas. Este é o nosso posicionamento para este ano, onde a experiência vai estar no centro de toda a estratégia”, revela.

Este ano será também de novidades para os clientes da marca, desde logo uma nova aplicação digital em que os clientes conseguem aceder não apenas à sua informação, como a dados de mercado e a estudos, “melhorando a eficiência na gestão de pessoas”. E 2022 será também um ano de desafios. “À semelhança do segundo semestre de 2021, prevê-se que se mantenham as dificuldades em atrair e reter o talento”, adianta a Marketing and Communications Director, entendendo que “as empresas vão ter de reforçar a sua estratégia de employer branding e vai ser necessário desenvolver campanhas específicas para funções consideradas menos atrativas e com forte procura”. Na sua opinião, as relações transacionais vão ser cada vez menos valorizadas e a proximidade com entrega de valor “vai permitir” a fidelização do cliente. “A diversidade, equidade e inclusão vai ter de ser uma das prioridades deste ano, obrigando a uma alteração de cultura organizacional em algumas empresas e que tem de ser implementada em todo o ciclo do talento”, defende.

Este vai ser um ano de talento, acredita, porque “as empresas vão enfrentar grandes desafios na atração e retenção de pessoas”. “Nos últimos anos já tínhamos vindo a assistir a uma preocupação crescente por parte até dos CEO com os temas de gestão de pessoas e acreditamos que em 2022 se vai acentuar esta tendência, com impacto positivo na humanização das organizações”, assegura, adiantando que 2022 vai também ser determinante na relação das pessoas com o trabalho. “Quase dois anos depois da pandemia e de tudo o que mudou e se viveu com a mesma, vamos ter empresas a decidir a sua forma de trabalhar e não apenas a reagir a orientações de saúde pública”, garante. “Da mesma maneira, as pessoas vão decidir o que querem e o que vai ser o seu normal, deixando de lado o “novo”. Vamos assim assistir a um recomeçar de relação que pode ser com a mesma entidade empregadora ou outra, mas em que a cultura se transformou, nalguns casos de forma positiva, noutros não”, perspetiva.

Em termos de emprego, Inês Veloso aponta para o acompanhamento da tendência vivida no segundo semestre de 2021. “Vamos ter um mercado mais focado em candidatos, onde as campanhas de recrutamento vão ganhar espaço, cada vez mais focadas na proposta de valor ao candidato e menos no nome da função”, diz. Aponta também, neste campo, para a uma “variação de canais, fugindo dos mais tradicionais portais de emprego e encontrando mais momentos para atrair os candidatos, mais conteúdos e maior criatividade”.

É que, observa: “hoje, somos diferentes do que eramos antes de março de 2020”. “Com a pandemia ganhamos uma noção nova que muitos já falávamos, mas que poucos tinham experimentado: a volatilidade e a incerteza. A forma como assimilamos esta noção é diferente, em alguns casos tornou-nos mais humanos, noutros com maior ansiedade e até mais infelizes. O que interessa perceber é que há consequências e não somos quem eramos em 2020”, afiança. “As empresas, que são na verdade pessoas, também são diferentes e também têm de tomar decisões sobre quem querem ser. Esta é uma decisão sobre o modelo de trabalho, seja remoto, híbrido ou presencial, mas é muito mais do que isso, é a decisão de quem querem ser, da sua cultura e do seu futuro. Se vai ser melhor? depende de cada um de nós”, conclui”.

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Quinta-feira, 10 Fevereiro 2022 10:04


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