Olhó marisco fresquinho! #ProvamosEAprovamos o menu da Ribadouro

Frescura. É a melhor palavra para descrever uma experiência gastronómica na cervejaria Ribadouro. É também a bandeira mais emblemática deste espaço lisboeta de 75 anos recém-celebrados. Apreciador de marisco que se preze passa por lá. E agora tem mais razões para ir e voltar. Foi o que fizemos: #provamoseaprovamos.

Foi em 1947 que abriu, numa esquina estratégica entre o Parque Mayer, o Tivoli e o Cinema S. Jorge. Desde o primeiro dia que o marisco é rei: fresco ou em especialidades, resulta, nas palavras do diretor-geral, Pedro Jordão, da “dedicação dos mestres marisqueiros”, que preservam “cuidadosamente o legado de bem servir em Lisboa”.

Não obstante a tradição, o aniversário abriu portas a uma modernização do espaço. Pedro Jordão afiança que houve a preocupação de manter a Ribadouro fiel à sua identidade: “Se estas paredes falassem, teriam, com certeza, muito para contar, pois já presenciaram tantas histórias de grandes figuras da nossa cultura, de tradições de família… Esta casa passou por várias fases da vida de Lisboa e da história recente do nosso país. Desde a revolução, a crises económicas, passando por mudanças políticas e até uma pandemia. E esse legado não pode ser perdido. É importante modernizar e atualizar, sem perder a génese da cervejaria de sempre.”

O que mudou, afinal? Agora, são dois os ambientes: a sala tradicional foi modernizada, mantendo, porém, os grandes aquários de maricos vivo e uma imponente montra de marisco fresco: e estende-se agora para os jardins da Avenida da Liberdade, com uma esplanada e quiosque.

O que não mudou foi a matéria-prima, cuja “excelência e frescura” tornam a Ribadouro “única e intemporal”. E frescura é mesmo o melhor adjetivo para descrever o que #provamoseaprovamos. A começar com ostras ao natural, um verdadeiro mergulho do palato nos sabores do mar. Seguiram-se as tradicionais ameijoas à Bulhão Pato, uma dose generosa com os bivalves consistentes no tamanho e um molho a pedir para ensopar um naco de pão torrado. Não sabíamos ainda que o pão iria ser necessário para finalizar a prova das gambas com alhinho. A finalizar a ronda pelo marisco, um combinado de marisco, bem acompanhado de maionese caseira.

Na verdade, a refeição ainda não estava terminada, faltava chegar à mesa mais um clássico, o prego do lombo com batata frita. A carne no ponto, tenra, a partilhar os sucos com o pão, foi um final feliz.

Falta falar das bebidas: cerveja, ou melhor, imperial, tão fresca e viva como o marisco. Tudo servido com eficiência e simpatia, com prontidão da equipa, mas sem o mínimo de invasão na refeição.  Aliás, o diretor-geral realça que, a par da qualidade do produto, a “arte de bem receber e servir” é um dos atributos da Ribadouro: “Nunca se perde”, comenta.

E que público é esse? “A Ribadouro tem o cliente nacional que nos visita há vários anos, fidelizado, que já nos visitava com os pais e avós e que hoje são mais amigos que clientes. As novas gerações que continuam o legado familiar e que nos visitam também muitas vezes; os novos clientes que estão de passagem ou os que procuram uma referência na cidade, mas há também os visitantes, nacionais e estrangeiros que vêm por recomendação ou curiosidade e que se fidelizam. Felizmente, é uma casa com muita rotação, mas também muita retenção”, responde Pedro Jordão.  No dia da visita, uma quarta-feira ao jantar, a sala estava repleta.

fs@briefing.pt

Sexta-feira, 20 Janeiro 2023 12:36


PUB

PUB

2050.Briefing

À Escolha do Consumidor