De acordo com a ZERO, as federações responsáveis pela organização do Mundial 2030 e os estados dos países que o acolhem têm de adotar, “desde já, todas as medidas necessárias para que o campeonato possa efetivamente ser neutro em carbono”. Para a associação ambientalista, a previsão é negativa visto que os planos são que, nesse ano, das 12 cidades mais importantes da Península Ibérica, apenas em quatro delas a distância ficará a mais de 6h30.
Outra das propostas é que os bilhetes a vender aos futuros espectadores se possam dividir entre “Bilhetes Verdes” e “Bilhetes Castanhos”. Os primeiros deverão ser mais económicos e funcionar como passe ferroviário válido em qualquer serviço ferroviário, bem como nos serviços regulares e flexíveis de transportes públicos urbanos, incluindo serviços partilhados de táxi, TVDE e bicicleta. Já os segundos serão mais caros e não incluirão viagens de comboio, nem os sistemas de transporte público das cidades.
Além disso, tendo como base o exemplo francês de eliminar voos entre cidades que tenham alternativas ferroviárias com tempos de viagem inferiores a 2h30, a organização propõe que os estados espanhol e português adotem medidas semelhantes para pares de cidades com ligações ferroviárias inferiores a três horas.

