De acordo com os objetivos europeus estabelecidos para a reciclagem de REEE, o objetivo de reciclagem a atingir é de 65% do peso médio dos EEE colocados no mercado nos três anos anteriores (considerando o peso total dos REEE recolhidos, provenientes de utilizadores particulares e não particulares). Em 2019 e 2020, os últimos dois anos para os quais há dados, o País falhou este compromisso.
“Este não é um problema apenas nacional, pois, para o mesmo ano, apenas a Bulgária, a Croácia e a Finlândia alcançaram a meta de 65%, mas há que mobilizar a população portuguesa para a necessidade de encaminhar estes equipamentos para os canais certos e de melhorar os números do País”, afirma a diretora de Sustentabilidade da APED, Cristina Câmara, sustentando o lançamento da campanha de comunicação.
Contudo, a valorização dos REEE recolhidos ronda os quase 100%, “o que mostra a eficiência do tratamento destes equipamentos”. A dificuldade assenta na “reduzida quantidade” de REEE que são recolhidos face aos colocados no mercado.
Através do recurso ao humor, o objetivo é que as pessoas se lembrem de entregar os “monos” que têm em casa, muitas vezes fora de uso ou avariados, e para que o façam nos locais certos para garantir a reciclagem. “Com isso, contribuem para a poupança de matérias-primas e para a circularidade dos materiais, evitando a contaminação dos ecossistemas”, explica a responsável. “Além da contribuição para o cumprimento das metas europeias, outro objetivo da campanha passa por ajudar a mudar os hábitos dos consumidores relativamente à deposição de REEE nos locais adequados para o efeito”, conclui.
Com o apoio das entidades gestoras ERP Portugal, Electrão e E-Cycle; e o apoio institucional da Agência Portuguesa do Ambiente e da Direção-Geral das Atividades Económicas, a campanha está presente, durante três semanas, em rádio, televisão, plataformas de comunicação da APED e dos seus associados, e alguns pontos de venda.

