Apesar de existirem vários defensores da energia nuclear como forma de solucionar a crise energética global e alcançar as zero emissões líquidas, muitas dessas atuais centrais estão envelhecidas, especialmente nas economias mais avançadas. Segundo a análise, estas têm, em média, cerca de 39 anos.
Nesse sentido, são antecipadas três prioridades para permitir a rápida expansão do setor nuclear. Em primeiro lugar, elaborar modelos de negócio e regulamentos com uma visão de futuro; de seguida, desenvolver cadeias de abastecimento e uma força laboral mais robustas; e, por último, adotar abordagens de curto e longo prazo para escalar as tecnologias.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, estão em desenvolvimento mais de 80 novos projetos em grandes reatores, pequenos reatores modulares, reatores modulares avançados, como os microrreatores, e fusão.
Eduardo Ferreira de Lemos diz ainda que “além do investimento massivo, este é um desafio ousado com alguns pré-requisitos: a competitividade dos custos da energia nuclear, o apoio público e, claro, a garantia e a perceção de segurança”.


