Energia nuclear pode triplicar até 2050

As centrais nucleares geram, atualmente, cerca de 10% da eletricidade e um quarto da de baixo carbono a nível mundial. Estas são algumas das conclusões da Bain & Company, no seu mais recente estudo, que prevê que a produção global de energia nuclear triplique até 2050. O responsável pela prática de energia, Eduardo Ferreira de Lemos, afirma que “seriam necessários biliões de dólares em financiamento para atingir cerca de 1.200 gigawatts de capacidade nuclear global”.

Energia nuclear pode triplicar até 2050

Apesar de existirem vários defensores da energia nuclear como forma de solucionar a crise energética global e alcançar as zero emissões líquidas, muitas dessas atuais centrais estão envelhecidas, especialmente nas economias mais avançadas. Segundo a análise, estas têm, em média, cerca de 39 anos.

Nesse sentido, são antecipadas três prioridades para permitir a rápida expansão do setor nuclear. Em primeiro lugar, elaborar modelos de negócio e regulamentos com uma visão de futuro; de seguida, desenvolver cadeias de abastecimento e uma força laboral mais robustas; e, por último, adotar abordagens de curto e longo prazo para escalar as tecnologias.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, estão em desenvolvimento mais de 80 novos projetos em grandes reatores, pequenos reatores modulares, reatores modulares avançados, como os microrreatores, e fusão.

Eduardo Ferreira de Lemos diz ainda que “além do investimento massivo, este é um desafio ousado com alguns pré-requisitos: a competitividade dos custos da energia nuclear, o apoio público e, claro, a garantia e a perceção de segurança”.

Quarta-feira, 26 Junho 2024 11:46


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