Maioria dos consumidores desconhece vantagens associadas aos carros elétricos

Os portugueses dizem estar mal-informados no que respeita a temas relacionados com os carros elétricos, como os novos regulamentos relativos às motorizações e à circulação, os preços e as novas marcas, segundo o Observador Automóvel 2024. Contudo, em relação às novas tecnologias, o conhecimento está em sintonia com a média europeia.

51% dos portugueses desconhecem vantagens associadas à compra de carro elétrico

No que diz respeito aos benefícios, 51 % dos portugueses assumem não ter conhecimento de quais estão disponíveis, sendo que 56 % defendem que estas medidas não correspondem às necessidades dos automobilistas. Em relação à manutenção destes apoios nacionais, as opiniões dividem-se, com metade dos inquiridos a considerarem que estas medidas se irão manter e a outra a dizer que estes vão desaparecer no futuro. Por fim, entre os que os conhecem, 42 % referem que o valor se irá manter no mesmo nível.

Quanto às marcas, 96 % dos participantes revelam ter uma boa opinião sobre as insígnias de origem europeia, contudo as marcas japonesas (90 %) e as norte-americanas (79 %) usufruem de uma boa reputação junto dos consumidores. Apesar de ser o primeiro fabricante mundial no setor automóvel, a China não usufruiu de um bom reconhecimento, com pouco menos de uma em cada duas pessoas a ter uma opinião favorável sobre as empresas de origem no país.

O estudo revela ainda que, de um modo geral, os países europeus revelam uma falta de conhecimento sobre a maioria dos temas, estando o Japão num lugar cimeiro no que diz respeito à desinformação. Relativamente aos grupos sociais, as mulheres, os idosos e as pessoas com rendimentos mais baixos são mais suscetíveis a se declararem mal-informados.

Sobre os apoios em cada território, para ajudar na transição para os veículos elétricos, oito em cada dez pessoas consideram-nos indispensáveis, mas mais de sete em cada dez acham-nos muito confusos. No que diz respeito aos montantes aplicados, 55 % consideram que estes são adaptados às suas necessidades, enquanto 45 % chegam a afirmar que são demasiado elevados.

Terça-feira, 23 Abril 2024 23:53


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