Com sede no Porto, o desafio da Seenergy é desenvolver uma gama de mobiliário, económico e ecológico, com capacidade para fazer o aproveitamento e o armazenamento da energia solar. “A nossa missão passa por criar soluções inovadoras em que possamos aplicar, à escala mundial, as vantagens desta tecnologia solar integrada no mobiliário, contribuindo assim para um futuro mais sustentável e ambientalmente mais responsável”, declara a fundadora, Rita Gomes.
Para este projeto, a startup portuguesa utiliza células solares sensibilizadas por corantes que pretendem imitar o processo de fotossíntese nas plantas, convertendo a luz em eletricidade. Ao contrário dos painéis solares comuns, estes componentes podem ser utilizados em ambientes fechados, visto que não precisam de luz solar direta. Uma vez recolhida, a energia é armazenada numa bateria que é integrada nas peças de mobiliário, podendo depois ser utilizada para carregar dispositivos ou acender luzes através de uma entrada USB.
“Esta fusão entre o design e a tecnologia permite criar produtos esteticamente bonitos que não só enriquecem os espaços habitacionais, mas desempenham, efetivamente, um papel ativo na redução da pegada de carbono”, explica a responsável.
O prémio no qual Rita Gomes se encontra nomeada tem a intenção de distinguir mulheres que lideram “projetos e atividades inovadoras”, que, quando replicadas, podem ajudar a promover a transição para a utilização de fontes de energia mais sustentáveis na Europa. As outras finalistas são Françoise Réfabert, de França, e Karolina Attspodina, da Alemanha. A vice-diretora da Energies Demain desenvolveu uma visão inovadora na área do financiamento acessível para renovações ao nível da energia doméstica. Já a CEO da WeDoSolar tem a missão de trazer a energia solar para as varandas dos espaços habitacionais, através de kits de bricolage.

