Comunicação

"Portugal é um país de excelência para a comunicação"

“Portugal é um país de excelência para a comunicação”

A PressMedia comemora este mês o seu 10º aniversário. Para assinalar a data, o Briefing entrevistou Ricardo Rodrigues, director executivo da agência, que entre outras considerações refere que "os portugueses gostam de comunicar e são excelentes relações públicas, dentro e fora do país".

sexta-feira, 25 novembro 2011 12:51


Nasceu em 2001, sedeou-se no Porto e chega aos dias de hoje com um balanço "extremamente positivo", diz o seu director executivo. "São 10 anos intensos, porque ao longo destes anos temos demonstrado que conseguimos ser uma agência nacional a partir do Porto, com acções conseguidas em todas as regiões do País", comenta.

Ricardo Rodrigues, ex-jornalista do Diário Económico e da Agência Lusa, é quem dirige a PressMedia e conta ao Briefing que a atitude da agência é de aprendizagem contínua: "Queremos sempre aprender mais e, com base na mesma política, mantermo-nos firmes e seguros de que tudo fazemos em prol de uma assessoria próxima dos clientes". A sua veia jornalística é transposta para o seu trabalho na agência, pois o responsável sublinha que a tarefa da PressMedia é só uma: "a procura incessante da notícia, onde quer que ela esteja".

Angola e Moçambique são encarados, a curto prazo, como mercados estratégicos e prioritários. Actualmente esta empresa considera a internacionalização como uma oportunidade, contudo apenas para os PALOP. "Os laços culturais e linguísticos são factores muito importantes para o sucesso desse passo", diz Ricardo Rodrigues referindo que no segundo trimestre de 2012 a agência poderá vir a abrir delegações em Luanda e Maputo.

Para o futuro, o foco vai passar por apostar mais nos segmentos do Turismo, Lazer, Legal e Associativo e Farmacêutico, sendo que "nesta altura, em que o mercado e a economia se ressentem imenso com a crise europeia, a PressMedia vai continuar a acreditar nas suas competências conforme o faz desde há 10 anos, no sentido de ganhar mais mercado, diversificando as áreas de intervenção", comenta. O objectivo passa por crescer 10 por cento em 2012, sendo que o responsável avança ter a noção de que "nada se avizinha fácil para os próximos 12 meses".

Olhando para o sector, o director executivo da agência portuense refere que não acha que o mercado, em termos de agências, "tenha ganho muito nos últimos 10 anos". "Entendo sim que foi um negócio que proliferou, mas em muitos casos sem grande substância", complementa.
Indagado sobre se é difícil comunicar em Portugal, Ricardo considera Portugal um país de excelência para a comunicação: "Temos boas fontes, temos massa crítica, temos excelentes empresas e empresários, temos bons jornalistas, que cada vez mais e melhor percebem que um assessor de imprensa não é um contador de histórias, mas antes um 'jornalista privado' dos seus clientes e que, naturalmente, procura levar mais e melhor informação à comunicação social".

Em conclusão, Ricardo Rodrigues acrescenta que "não há espaço para histórias, mas apenas espaço para a notícia". "O que é difícil em Portugal é, de facto, perceber-se o que é e onde está a notícia", conclui.

Filipe Santa-Bárbara
Fonte: Briefing

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