Comunicação

Como o Facial Coding ajuda a avaliar a comunicação

Como o Facial Coding ajuda a avaliar a comunicação

"O Facial Coding surge como uma ferramenta adicional para testar, entre outras coisas, comunicação". Quem o diz, em entrevista ao Briefing, é Tiago Cabral, partner da Netsonda, que acaba de lançar em Portugal esta tecnologia.

terça-feira, 12 março 2013 13:12

 

O Facial Coding traduz a capacidade científica de interpretar respostas emocionais através da atividade dos músculos faciais, integrando-a nas suas metodologias de avaliação de estímulos de comunicação.

Apesar de Netsonda ter introduzido esta tecnologia em Portugal muito recentemente, já existem anunciantes e agências interessadas no em testar o Facial Coding, afirma Tiago Cabral. A empresa diz que a tecnologia é uma ferramenta de valor acrescentado para as marcas que pretendam medir o nível emocional gerado ao longo de uma comunicação, como, por exemplo, um "spot" de TV (frame a frame).

Briefing | Porque é que a Netsonda decidiu agora disponibilizar o Facial Coding?
Tiago Cabral | Porque a inovação faz parte do DNA da Netsonda e porque depois de vários pilotos foi agora que sentimos que estava pronta para ser disponibilizada para o mercado. Por outro lado, hoje, mais do que nunca, há uma necessidade de garantir que a comunicação é eficaz, e esta tecnologia reforça a capacidade de a testar nesse sentido.

Briefing | Há marcas portuguesas já interessadas nesta ferramenta?
TC | Sim, apesar de termos tornado esta tecnologia disponível muito recentemente, já conseguimos suscitar interesse tanto em anunciantes como no lado das agências.

Briefing | Quais as expectativas da Netsonda em relação ao uso do Facial Coding em Portugal?
TC | A mesma que tivemos no passado quando introduzimos inovações na área da tecnologia e metodologias, como os estudos de usabilidade com Eye Tracking, com os Estudos Shopper ou Avaliação de Sinalética com Mobile Tracking ou mesmo com as Comunidade Online. Ou seja, o mercado estranha sempre que surge algo de diferente, mas eventualmente, a sua utilidade e eficácia acaba por ser comprovada e aceite. Neste caso, o Facial Coding surge como uma ferramenta adicional para testar, entre outras coisas, comunicação. Conjugando as nossas metodologias tradicionais com este método inovador, conseguimos ir mais longe no estudo das reacções dos consumidores. O Facial Coding não é algo que pretendemos usar isoladamente e por isso acreditamos que a sua adoção poderá até ser mais rápida como resposta aos vários dilemas que se vivem atualmente na área da comunicação.

Briefing | Os dados obtidos através desta ferramenta são mais fiáveis do que os que chegam através de outras tecnologias?
TC | O Facial Coding é uma abordagem de investigação muito padronizada num sistema universal (FACS – Facial Action Coding System) adoptado de forma generalizada pelo mercado, pelo que não concorre directamente com outras tecnologias que não se integrem nesta área de observação em concreto (estudo das expressões faciais em resposta a estímulos de comunicação). A fiabilidade destes dados, em relação ao seu conceito de cálculo e categorização da informação, é reconhecida consensualmente, inclusivé no meio académico, pelo facto deste padrão já ser utilizado desde há vários anos como abordagem pioneira neste campo de investigação.

Fonte: Briefing

terça-feira, 12 março 2013 13:39

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