Comunicação

A eficácia por Rita Martins: se não vende, não é criativo

“Great work that works”. A visão da Ogilvy sobre a eficácia poderia reduzir-se a esta máxima: Rita Martins, diretora de planeamento estratégico e membro do júri dos Prémios à Eficácia na Comunicação, diz mesmo que o seu papel é contribuir para que isso funcione.

segunda-feira, 06 novembro 2017 12:07
A eficácia por Rita Martins: se não vende, não é criativo


Porque – justifica – na agência atribui-se tanto valor à eficácia como à criatividade. “Acreditamos que são dois lados da mesma moeda: a criatividade leva à eficácia e o foco na eficácia leva as marcas e os anunciantes a comprar trabalho altamente criativo”, sustenta.

Neste contexto, tem uma certeza: “A melhor forma de conseguir bons resultados é tendo boas ideias”. E enquadra: “Hoje sabemos que as campanhas mais criativas são também as mais eficazes. Onze vezes mais para ser mais preciso – o IPA e o Gunn Report mostraram-nos como as campanhas mais premiadas criativamente são também as mais eficazes. Este ano em Cannes, Jason Heller, partner da McKinsey, revelou um novo estudo que, mais uma vez, mostra que a criatividade melhora o desempenho do negócio. A sua pesquisa mostra que estas empresas que têm um sólido histórico de prémios criativos, e que também têm uma performance financeira superior, fazem da criatividade parte do dia a dia do seu negócio, olhando para o marketing como um investimento e protegendo os seus budgets em alturas menos favoráveis. São também empresas ‘fanáticas’ pelo consumidor, o que significa que procuram constantemente aprender sobre o que as pessoas sentem, pensam e fazem, observando-as no seu ambiente natural, e com isso criando formas diferenciadoras de as abordar. Para além disto, é fundamental ter agilidade, ter capacidade de tomar decisões rápidas e até de assumir riscos”.  

São questões que vai estar em cima da mesa quando, na qualidade de jurada, avaliar os candidatos aos Prémios à Eficácia 2017.  Da sua experiência colhe a conclusão de que “demasiadas vezes não são partilhados nos briefings das marcas os objetivos, não só de marketing, mas também de negócio”. “E sem objetivos, não há como medir o sucesso do que fazemos, aprender com o que resulta e também com o que não resulta”, recorda, defendendo a importância de definir o problema de negócio e os objetivos, logo de início – e não apenas em termos de notoriedade ou imagem, mas em termos de vendas ou quota de mercado. “O nosso trabalho é sempre uma solução criativa para um problema ou oportunidade de negócio”. E cita o fundador da agência, David Ogilvy: “If it doesn’t sell, it isn’t creative”.

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segunda-feira, 06 novembro 2017 12:10

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