Comunicação

O que anda a Arruada a fazer? O Pedro responde

Uma paragem quase total de atividade. É assim que Pedro Trigueiro sintetiza o impacto da pandemia de Covid-19 na empresa de que é managing director, a Arruada, agência especializada na comunicação e agenciamento de artistas e eventos musicais. A reinvenção é o caminho possível. E uma maior profundidade das experiências o futuro que antecipa.

quinta-feira, 07 maio 2020 12:30
O que anda a Arruada a fazer? O Pedro responde

 

“O modelo de negócio da agência assenta em espetáculos ao vivo, seja vertente produção, assessoria, promoção, e, como todos sabemos, o setor do entretenimento foi o primeiro a encerrar e vislumbra-se que, eventualmente, seja dos últimos a reabrir atividade”, enquadra.

Pedro Trigueiros acredita que os danos colaterais da crise serão muitos nas mais diferenciadas áreas. E concretiza que, “na área da cultura, a comunicação ganhou uma dimensão ainda de maior foco, ainda que o retorno financeiro seja praticamente nulo”. Os desafios, esses, “passam por otimizar um dado absoluto relativo aos consumos de redes sociais, plataformas digitais de música (Spotify, YouTube), que – diz – “cresceram muito nas primeiras semanas, mas abrandam de forma brutal nestas últimas duas semanas”.

Para manter a assinatura “Tudo é Arruada”, a agência está a desenvolver ativações como o #CafeArruada, que está a decorrer no Instagram da agência : “É uma iniciativa que pretende colocar personalidades da área do entretenimento em conversas de café, que, por vezes, são mais vagas, e, noutras, são luzes que se acendem sobre ideias do que fazer no durante e pós-crise. Nesse sentido, “Tudo é Arruada” é que todos os fatores que nos rodeiam alimentam a criatividade para responder ao inesperado, seja de comunicação, produção, estratégia”.

Além disso, a agência trabalha na dinamização das plataformas de comunicação dos artistas: “Estamos em constante especialização com palestras, workstations, otimizar os dispositivos de comunicação que nos vão alavancar o presente e futuro dos agenciados”. 

Quanto ao que virá depois da pandemia, Pedro Trigueiros começa por comentar que “é a pergunta de muitos milhões de euros”. Ainda assim, antecipa que “haverá certamente mudanças de comportamento, sociológicas, da relação de gestão de espaço físico do próprio público, assim como na relação consumidor vs produto final”. “As tão badaladas experiências, que as marcas tanto procuram, vão ter de ter outra profundidade, eventualmente. A indústria do entretenimento tem estado em permanente reinvenção, é um dado. E, nesse futuro ainda bastante incerto, teremos de estar à altura para responder a esses novos anseios”, remata.

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quinta-feira, 07 maio 2020 12:32

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