Comunicação

Happy Conference: a compaixão, por Amy Bradley

“The Human Moment: the positive power of compassion in the workplace” é o tema que Amy Bradley, docente da Hult Ashridge International Business School, traz à Happy Conference, a 29 de março, em Lisboa. A Briefing quis saber o que justifica a escolha do tema.

quarta-feira, 16 março 2022 12:14
Happy Conference: a compaixão, por Amy Bradley

Deverá a compaixão ser uma ferramenta da gestão corporativa e um ingrediente do sucesso? A esta questão, Amy Bradley responde assim:

“Em todo o mundo, vivemos dois anos de pandemia de Covid-19 e na Europa, nas últimas semanas, a vida de muitas pessoas foi virada do avesso pela guerra na Ucrânia. Muito antes destes catastróficos eventos globais, já havia sinais de que algo não estava bem na nossa relação com o trabalho.

Os líderes e gestores com que trabalho em todo o mundo descrevem uma montanha russa de emoções num contexto de mudança desestabilizadora, insegurança no emprego e uma profunda incerteza sobre o futuro.

A pesquisa da Gallup “State of the Global Workplace”, de 2021, mostra que 80% da população ativa em 15 países sente-se desvinculada do seu trabalho. Esta falta de envolvimento custa à economia global 8,1 triliões de dólares, o que é quase 10% do PIB em perda de produtividade todos os anos. Se 80% dos funcionários de uma empresa não estiverem envolvidos, a sua resiliência durante uma crise será um risco elevado.

A Gallup também descobriu que as emoções negativas entre os trabalhadores têm vindo a crescer na última década. Preocupação, stress, raiva e tristeza atingiram níveis record e um estudo recente da YMCA Workwell concluiu que os trabalhadores se sentem exaustos, sobrecarregados e desvalorizados.

Face a este cenário, as empresas enfrentam uma decisão crítica. Continuar a ver as pessoas deixarem as organizações em massa, aumentar níveis crescentes de absentismo devido a stress, à medida que a crise de saúde mental aumenta, ou tornar a compaixão central e analisar a profunda mudança que provoca no envolvimento e no bem-estar.

Sabemos que empresas conscientemente solidárias apresentam um desempenho financeiro melhor, mais inovação, mais envolvimento, maior retenção e uma lealdade dos consumidores mais forte.

Além disso, se, como indivíduos, nos sentirmos apreciados no trabalho, podemos entregar-nos por completo e ter relações mais fortes com os colegas. A compaixão pode não ser a resposta para todos os desafios atuais, mas é certamente um bom ponto de partida.”

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

quarta-feira, 16 março 2022 16:52

bt nl

2050.Briefing

O Outdoor Honesto

À Escolha do Consumidor

Edições Especiais

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing