Criatividade

"Ginjas", o grande vencedor do Prémio Zon Criatividade

“Ginjas”, o grande vencedor do Prémio Zon Criatividade

"Ginjas" é o nome da série de animação infantil que venceu ontem o grande prémio Zon Criatividade 2011, levando um total de 80 mil euros e uma bolsa de estudo na Universidade de Austin, nos Estados Unidos da América, para a Animanostra. No final, o balanço desta edição é positivo, diz Rodrigo Costa, CEO da Zon.

quarta, 01 fevereiro 2012 14:10


"'Ginjas' é um projeto para crianças, com um total de 26 histórias do autor José Pedro Cavalheiro. São histórias um pouco surrealistas mas bastante claras de se compreender [e onde] se procurou alguma originalidade, quer ao nível de desenvolvimento narrativo, quer uma qualidade artística bastante acentuada". É assim que Humberto Santana descreve ao Briefing o projeto vencedor desta edição dos Prémios Zon Criatividade, cuja entrega dos prémios decorreu ontem em Lisboa.

Para além deste grande prémio, existem três categorias que nesta edição receberam mais de 200 trabalhos: animação digital, aplicações e conteúdos multimédia e curtas-metragens.

No caso da animação digital, depois do primeiro lugar do "Ginjas", surge em segundo o projeto "Depressure", de David Mourato, e em terceiro "As extraordinárias aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy II", de João Alves.

Já para as aplicações e conteúdos multimédia, o primeiro lugar ficou para "GimmeDaBlues", um trabalho liderado por Carlos Guedes que permite criar Blues em vários estilos e em tempo real. "Smart Companion", uma plataforma Android para a população sénior, e "iflexi.mobi", uma app de corporate TV, ficaram em segundo lugar ex-aequo desta categoria.

Por fim, nas curtas-metragens "o júri deliberou igualmente que os trabalhos não conformavam com os seus critérios de classificação", sendo que "o valor global do prémio destinados aos vencedores desta categoria foi assim, e segundo o regulamento, distribuído pelos 10 finalistas".

Nuno Cintra Torres, o anfitrião da cerimónia, comenta ao Briefing que "o balanço é muito positivo", uma opinião também partilhada pelo CEO da Zon Rodrigo Costa que quando indagado sobre a continuação do projeto responde que "é prematuro" falar sobre o assunto. "Nós todos os anos fazemos um balanço e, a posteriori, decidimos em que moldes vai continuar, se alteramos alguma coisa", comenta o CEO.

Relativamente aos trabalhos, Cintra Torres realça ainda que na categoria aplicações e conteúdos multimédia "notou-se o aparecimento de bastantes trabalhos preocupados com a economia" e que, no caso das curtas-metragens, "a qualidade das obras apresentadas nos anos anteriores atirava a qualidade para um patamar bastante elevado". "Este ano notámos uma quantidade de concorrentes que apresentavam obras de muito fraca qualidade global. Em termos de argumento, muitas obras refletiam uma falta de conhecimento da própria história do cinema, de referências culturais, baseavam-se muito em acontecimentos triviais do dia-a-dia e não apelavam à imaginação", conclui.



Filipe Santa-Bárbara
Fonte: Briefing

quarta, 01 fevereiro 2012 14:30

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