Criatividade

Vamos de rádio a Cannes?

A pergunta, em jeito de desafio, é do jovem criativo português Diogo Abrantes, atualmente na Ogilvy. E dá nome ao projeto com o qual se propõe incentivar a criação da categoria de Rádio nos Young Lions do festival de Cannes. Porquê? Porque, explicou ao Briefing, não faz sentido que não exista uma categoria em que os jovens criativos mais trabalham em início de carreira.

quinta-feira, 27 março 2014 12:08
Vamos de rádio a Cannes?


"Se é o meio em que nos sentimos mais à vontade, porque é que o maior concurso de criatividade para jovens criativos não promove essa categoria e a consequente infinidade imaginativa que o rádio possibilita?", questiona.

Nasceu, assim, o "Vamos de rádio", projeto que vive no Facebook e que, diz Diogo, tem tido bastante adesão. Desde logo a nível das participações com scripts de rádio: "Na primeira semana atingi os mínimos a que me propus, colocar um spot de rádio por dia até dia 7 de abril, a data limite para envio de participações".

Depois, a nível de profissionais, Diogo já foi contactado por muitos do meio publicitário e também ligados à rádio. Estes contactos permitiram, aliás, que criasse um segmento intitulado "A voz da experiência" onde coloca os incentivos e conselhos que lhe foram sendo enviados.

Para já, a ambição de Diogo passa por criar a categoria de Rádio na competição nacional dos Young Lions. Mas está disposto a ir mais além, ainda que admita que vai precisar do apoio de organizações de nomeada para levar este repto ao Young Lions de outros países, até chegar a Cannes e conseguir, finalmente, criar a categoria durante a fase final da competição. Mas como disse, essa é uma segunda fase. "Para já, bora criar a categoria cá, que assim pode ter muito mais força internacionalmente", apela.

Diogo não percebe mesmo a ausência desta categoria, quando, no seu entender, "criar para rádio é talvez a forma mais criativa que existe para criar". A imaginação é – diz - o limite. E dá um exemplo: "Recebi uma frase do diretor criativo da All Awards, Juan Christmann, que diz 'Filmar en la Luna es carisimo, hacer un spot de radio en La Luna es poner un efecto de astronauta. En radio el presupuesto es siempre ilimitado'. E acho que é isto mesmo. O poder que as palavras têm para estimular a nossa imaginação é incrível".

A reforçar esta ideia diz que a rádio é um meio que, de uma forma ou outra, é ouvido por todos e habitualmente emociona: "Não há ninguém que nunca tenha sorrido, cantado, ou abanado a cabeça a ouvir rádio. São essas pequenas coisas que tornam a rádio num meio que liga as pessoas".

Eficácia não lhe falta: "A minha opinião é que, como a publicidade se está finalmente a afastar da ideia que apenas existe para vender, pode ser criada uma oportunidade para a rádio se destacar. Para mim a publicidade serve para aproximar as pessoas e para mudar a relação entre as marcas e as pessoas. E a rádio pode ser um meio fundamental para estreitar essa cumplicidade".

 

 Vamos de rádio a Cannes?

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segunda-feira, 31 março 2014 11:14

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