Criatividade

Eles são a Dona Dolores

Tudo começou com o envio de um bolo às redações. Com um desafio: "Pergunte à Dona Dolores". Perguntámos. A primeira resposta foi evasiva, em jeito de teaser como o bolo de laranja. Chegou, finalmente, a explicação: a Dona Dolores é uma agência do Porto que quer trazer ar fresco ao mercado publicitário. Pela mão de Paulo Stenzel (de pé na foto).

segunda, 21 abril 2014 11:37
Eles são a Dona Dolores

O bolo anunciava uma página no Facebok. Com ela, diz ao Briefing o fundador do projeto, a Dona Dolores queria – e quer – "contrariar as pequenas rivalidades que existem no mercado e trocar informações com toda a gente: colegas de profissão, estudantes, clientes, marketeers, curiosos em geral".

É também uma introdução à forma como a Dona Dolores quer estar na social media: "Ao invés de estarmos sempre a apenas repercutir notícias da agência, preferimos criar conteúdos específicos e mais interessantes".

Paulo, criativo brasileiro há 14 anos em Portugal, explica o mistério: "O objetivo foi dar à Dona Dolores uma personalidade própria. Queríamos que ela existisse como personagem, que tivesse uma relação com o público em geral, antes de ser apresentada como uma agência".

A agência aí está. Nascida para ser independente, criativa e, ao mesmo tempo, "combater a imagem conservadora que o mercado publicitário do norte ainda preserva". É uma agência que utiliza todos os mais modernos recursos disponíveis mas que, por outro lado, recupera antigos valores que – dizem os seus fundadores - andavam esquecidos no mundo dos negócios: a proximidade e a atenção aos clientes, as reuniões feitas olho no olho, os negócios fechados com aperto de mão.

Nasce, além disso, durante a crise, o que, diz Paulo Stenzel ao Briefing, é uma vantagem: "Isto quer dizer que, ao contrário de outras empresas que são obrigadas a adaptarem-se, a Dona Dolores já nasce adaptada".

A primeira estratégia foi, ao invés de contratar vários estagiários e profissionais júnior, apostar num núcleo reduzido de profissionais experientes e multidisciplinares, capazes de dar respostas rápidas, criativas e com qualidade. O plano de crescimento também é controlado: "Até ao fim do ano, devemos contratar mais cinco profissionais, mas não mais do que isto. Por último, a parceria criada com a NBrand trouxe-nos também uma certa tranquilidade. Temos a situação privilegiada de prospetar apenas clientes com os quais realmente nos identificamos".

Além de Paulo, na direção criativa, a Dona Dolores conta com Fernando Lucas, na direção de arte, e com Sónia Fonseca, na direção de contas.

Eles são a Dona Dolores

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quarta, 23 abril 2014 10:33

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