Criatividade

Vamos continuar ambiciosos

"Humildemente, vamos continuar ambiciosos". São palavras de Rui Silva, o presidente e diretor criativo executivo da BBDO, a agência mais premiada na última edição do festival do Clube de Criativos de Portugal (CCP). Ao Briefing sintetiza o que valem estes e outros prémios: "Reputação é certo que nos trará, e não dispensamos. Clientes não é certo que nos trará, mas também não dispensamos, obrigado".

terça, 20 maio 2014 13:13
Vamos continuar ambiciosos

Agência do ano, dois grandes prémios, três vezes melhor agência, oito ouros, oito pratas, sete bronzes. É este o palmarés que a BBDO conquistou no festival. "Significa que honramos o nosso histórico, no presente. Que continuamos capazes de operar no mercado da qualidade com distinção, o nosso mercado natural, onde o nosso modelo de negócio se alicerça", afirma Rui Silva.

Significa também "que a disponibilidade emocional do talento tem resultados exponenciais": " Tê-lo bem, focado, motivado, realizado, é superior a tê-lo. Humildemente, vamos continuar ambiciosos. E tentaremos ainda melhor".

Os prémios foram ganhos essencialmente com trabalhos para três clientes. Um deles a ANA Aeroportos, Anunciante do Ano em Publicidade (ex-aequo com o BES). Os outros foram o BES, com Recuperar a Esperança e Dona Inércia, e a Mercedes, com MBoard Project. Estas duas são campanhas com diferenças óbvias, segundo o criativo.

A começar pelo tipo de desafio a que cada uma responde. E explica: "A campanha BES Dona Inércia foi uma campanha de produto que personificou um insight sobre o consumidor, para tornar óbvias as vantagens de mudar para o banco com a melhor oferta. Baseamos a narrativa numa lógica de simplicidade, em que cada meio faz o que é suposto. Escrevendo bem e sem subterfúgios publicitários. Orgulhosa e respeitosamente vendendo um bom produto, assumindo-se como anúncio. A forma integrada como foram usados os suportes para dar relevância e profundidade ao personagem fizeram o resto. E uma Rita Blanco ajuda sempre".

Já o BES Esperança, foi um desafio institucional e por isso, muito diverso: "É uma campanha que tornou visível (e palpável) a ação do BES no país, em todas as suas áreas de atuação – desde o financiamento da economia real à inovação, passando pelo apoio às artes, ao desporto e até pelo apoio social através da Caritas. É uma campanha que faz, mais que dizer. Que passa da palavra à ação, e da ação. Do local ao nacional. Da Esperança à esperança".

Quanto à Mercedes-Benz tinha objetivos diferentes, o de trazer um novo desafio, nova relevância e nova visibilidade ao patrocínio de Garrett Mcnamara que existia há já 3 anos: "Foi uma ideia simples baseada numa verdade da marca: as três pontas do logotipo Mercedes-Benz significam ar, terra e água. Criar um veículo para este último elemento era portanto, relevante. Foi um projeto que nos obrigou a envolver a casa-mãe, uma vez que desenvolver o projeto em Estugarda, junto das equipas de competição AMG, era um ponto chave sem o qual a Mboard não poderia avançar. A lógica foi simples: a maior repercussão só advém da melhor prancha, para o melhor surfista, na maior onda. Pelo objeto criado, pela performance, pelo assunto gerado, a prancha cumpriu absolutamente. Para o Garrett, para a Mercedes-Benz, e para a BBDO".

Somados os prémios, o que valem para a agência? "Os prémios de criatividade valem o que nós fizermos deles. Podem ser um estímulo à relevância, ao pensamento crítico e à produtividade, ou uma tentação indulgente para a autocomplacência", equaciona Rui Silva.

Mas a BBDO – sublinha - não é uma agência de criativos: "É uma agência de ideias, que é uma coisa diferente. E os prémios de criatividade na verdade acabam por nos reconhecer enquanto cultura de empresa. O CCP sempre o fez, quando reconheceu o trabalho da BBDO. Ao longo das 16 edições do festival, o mercado demonstrou não ser indiferente à assertividade que a BBDO procura imprimir no seu trabalho. É uma característica intrínseca da empresa, que transpomos para o trabalho do quotidiano em desafios reais, de marcas reais com problemas reais. Não o trabalhamos para o métier, mas para os clientes. Sobretudo para os clientes dos clientes. A distinção do CCP é para nós grande motivo de satisfação, obviamente".

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quinta, 22 maio 2014 10:57

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