Criatividade

Tech killed creativity? Or not? Tem a palavra Rui Gouveia

No debate sobre tecnologia vs criatividade, damos hoje a palavra ao cofundador e Head of Innovation, da comOn, Rui Gouveia. Na agência que faz da empatia palavra de ordem, acredita-se que a resposta está na harmonia entre tecnologia, criatividade e… estratégia. Num mundo que não será homem vs máquina, mas, sim, homem + máquina.

quinta, 03 janeiro 2019 12:35
Tech killed creativity? Or not? Tem a palavra Rui Gouveia


Diz Rui Gouveia que, na comOn, se olha para a tecnologia e criatividade como parte de um mesmo processo: ora é a tecnologia que funciona como ignição da ideia; ora é a criatividade a esticar os limites da tecnologia. Como acontece na ficção científica, que apresenta como um bom exemplo dessa simbiose.

Certo é que as ferramentas de marketing de natureza tecnológica vieram para ficar. É o caso da inteligência artificial (IA), da realidade virtual, dos chatbots. Pretexto para Rui Gouveia defender que, tal como aconteceu com as redes sociais há uns anos, as marcas e as agências vão ter de aprender a tirar partido dessas novas tecnologias para melhorar a relação com os utilizadores. “Tipicamente, as primeiras experiências passam por tentar replicar nestas novas plataformas conceitos já aplicados anteriormente. Ainda me lembro de, há 15 anos, os clientes pedirem que o seu site tivesse uma splash-page com logo e morada e um botão Entrar, como se fosse uma brochura”, comenta, sustentando que o verdadeiro valor surgirá quando se conseguir reinventar a comunicação de forma nativa nessas plataformas.

Neste processo, será que a tecnologia se sobreporá à ideia? A comOn reconhece que a criatividade não ficará imune ao avanço da IA, mas não concebe um mundo onde o cenário seja “homem vs máquina”, mas, sim, “homem + máquina”. “As tecnologias sempre foram ferramentas para os humanos criarem mais e melhor. Continuarão a ser. Iremos é estar a fazer novas coisas e não as mesmas. 

Quais? Teremos ainda que descobrir. Teremos de ser criativos”, responde Rui Gouveia, argumentando que as tecnologias vão facilitar a personalização da comunicação, podendo ser usadas para minimizar ruído e aumentar a relevância das mensagens para o utilizador, bem como simplificar a interação. “Parecem-me fatores positivos para a humanização do nosso trabalho”, remata.

E humanização é uma palavra que a comOn acarinha e que leva à prática através do processo de user marketing, cujo primeiro passo é, precisamente, criar empatia com o cliente e utilizador para encontrar o verdadeiro problema a resolver. Chamam-lhe “understand”.

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quinta, 03 janeiro 2019 12:44

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